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Se sua câmera tocar, atenda! (V 2.0)

hardware
A verdadeira revolução não está no hardware e sim na habilidade de compartilhar.

Na edição 154 da FHOX, de agosto de 2012, escrevi a v 1.0 desta coluna. Quarenta e oito edições de FHOX atrás, os celulares já tinham conquistado o título de inimigos mortais da “fotografia profissional.”

Chamei o iPhone de catalisador da evolução transformativa da fotografia casual. “Sensores
maiores, lentes melhores, flash e memória […] duas câmeras num único telefone, agilidade entre cliques.”

Mas destaquei que a verdadeira revolução não estava no hardware. “A habilidade de compartilhar
com facilidade, com pouco mais de um clique, tornou a fotografia um passatempo para as massas.
A infinidade de aplicativos […] tornaram o tratamento de imagens divertido e democrático.”

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A verdadeira revolução não está no hardware e sim na habilidade de compartilhar.

Há sete anos, as vendas de câmeras compactas começavam a cair, mas “as semi-profissionais [tinham] sido um pouco beneficiadas à medida que usuários procura[va]m maior controle do processo e melhor qualidade de captação de imagem.”

Escrevi sobre a importância de usabilidade (será que melhorou?) e conectividade (aqui o avanço foi grande). Errei feio (que pena!) ao prever sistemas operacionais em câmeras e que estas rodariam “alguns dos aplicativos que [vinham] transformando a fotografia.”

Há poucos dias, o Google lançou a Pixel 4, provavelmente o melhor cameraphone do mercado. Além de mais uma câmera/lente, muito destaque para a fotografia computacional. Um novo chip e
novos softwares aumentam a capacidade de captar detalhes (o “Super Res Zoom”), trazem
uma incrível qualidade com pouquíssima luz, geram o efeito bokeh mesmo a distância e fazem até balanço de branco com inteligência artificial. Ufa!!! É a sofisticação da fotografia ao alcance do grande mercado consumidor.

Em 2012, o Instagram tinha cerca de 50 milhões de usuários, número que já passa de 1 bilhão. O
Google Photos surgiria apenas em 2015, mas também já supera 1 bilhão de instalações. A fotografia
cresceu exponencialmente, mas não é aquela fotografia que conhecíamos e praticávamos.

A câmera parece não ter tocado, mas o celular está fotografando cada vez mais!

Thalita Monte Santo
É jornalista e integra a redação da Revista FHOX. Escreva para: thalita@fhox.com.br