Variedades 2 anos atrás | Thalita Monte Santo

África Abantu, um projeto fotográfico para ajudar Mwizi

Idealizado pela brasileira Celita Schneider, o projeto África Abantu é uma iniciativa que busca ajudar povos africanos através da fotografia

por Revista FHOX

Foi com a ideia de fazer de sua fotografia um instrumento para ajudar as pessoas, que Celita Schuneider decidiu iniciar o projeto fotográfico Africa Abantu, onde a venda das imagens é revertida para ajudar Mwizi, uma das regiões do município de Mbarara, em Uganda, na África.

A fotógrafa tinha uma inquietude particular e sentia que faltava algo em seus trabalhos. Fez várias pesquisas no universo da fotografia, buscou sobre projetos relacionados e, um dia, ao folhear um livro se encantou por um retrato feito na África.

E ao descobrir que a imagem havia sido vendida e a renda revertida para ajudar comunidades da região ficou ainda mais maravilhada. Soube então que era dessa maneira que também queria ajudar às pessoas.  

Abantu significa “humano” em dialeto Mwizi e Celita quer mostrar uma África humanizada em seus registros, com retratos reais e sem nenhuma manipulação em programas de tratamento de imagem. Sua intenção é capturar o que as pessoas sentem, dentro da simplicidade em que vivem.

“Não quero ajudar só os locais que visitei como Mwizi ou Quénia, mas muitos outros lugares, inclusive no Brasil. Sei que nosso país precisa de muita ajuda, mas para mim a África foi um chamado, uma missão e eu precisava ir para lá”, explica.

A fotógrafa conta ainda que seu olhar passou a ser mais amplo e sensível às dores do mundo, pois se é capaz de contribuir em outros continentes também se sente capaz de ajudar em qualquer lugar do mundo.

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O África Abantu é um projeto individual, mas que tem o auxílio de muitas pessoas. Para a fotógrafa, ele está só começando. Ela acredita que ele pode virar até mesmo uma ONG ou, quem sabe, uma fundação.

“Aquela nação é realmente muito diferente e mais sensível. Quando estamos ali, ficamos meio paralisados e, às vezes, parece que estamos assistindo um filme ou documentário, mas é real. Melhorei meus olhares e inseri mais simplicidade no meu trabalho”, conta.

Celita explica que poucos africanos dentro destas comunidades falam inglês. Por isso, a observação precisa ser ainda mais aguçada. “Mesmo quando a gente não tem nada para oferecer, eles nos recebem com carinho. Lembro de muitas coisas, mas recentemente vi um menino de seis anos mostrar uma escova de dente que ganhou do professor. Ele achou algo tão grandioso ter ganho aquela escova que disse que foi Deus quem lhe mandou”, lembra.

Para acompanhar mais sobre o projeto, siga suas redes sociais. Através delas também é possível entrar em contato com a fotógrafa e descobrir outras maneira de ajudar: Facebook | Instagram.