Variedades 2 anos atrás | Iara Moribe

Mulheres empreendedoras

Rede Mulher Empreendedora já reúne mais de 300 mil associadas; entre elas a fotógrafa Paula Lyn

por Revista FHOX
Paula Lyn: uma das integrantes da Rede Mulher EmpreendedoraAutorretrato
Paula Lyn: uma das integrantes da Rede Mulher Empreendedora

Ditados como “Por trás de um homem de sucesso sempre existe uma grande mulher” pode até ser verdade, mas hoje em dia soa estranho. Por que atrás e não ao lado? E pelos números do IBGE, a grande maioria das mulheres hoje responde pelos lares brasileiros.

Segundo o IBGE, o número de lares chefiados por mulheres no Brasil, no período de 2004 a 2014, aumentou em 67%, apesar de as mulheres ainda terem a remuneração bem abaixo do que os homens. A mesma pesquisa indica que, mesmo assim, as tarefas domésticas ainda são feitas pelas mulheres na grande maioria dos lares.

Nesse momento me lembro do premiado Nobel Muhammad Yunus, o banqueiro dos pobres. O banco Grameen, que oferece microcrédito sem precisar de garantias nem papéis, tem como beneficiários 97% de mulheres microempreendedoras e inadimplência de um pouco mais de 1%.

No Brasil temos algumas iniciativas voltadas ao empreendedorismo feminino. Uma delas é a Rede Mulher Empreendedora, que surgiu em 2007 e hoje soma mais de 300 mil mulheres associadas. Trata-se de uma plataforma de empreendedorismo feminino que oferece ferramentas para o seu desenvolvimento. São eventos mensais que incluem workshops, fóruns de discussões, muitas vezes em parceria com o Sebrae, por todo o Brasil. No próprio site existe um market place onde as associadas podem divulgar seu trabalho gratuitamente. Sem contar que a própria rede de empreendedoras trocam experiências e é fonte de motivação.

Entre as associadas está Paula Lyn Carvalho, fotógrafa, diretora de arte, agitadora cultural, que depois de trabalhar 15 anos em agência de publicidade resolveu ter voo solo. Abriu uma escola de fotografia, a Viva Rua Cultural, de início itinerante, viajava o Brasil todo oferecendo workshops, inclusive em aldeias indígenas. Depois de passar um tempo no Armazém da Cidade, na Vila Madalena, em São Paulo, com oficinas gratuitas e pagas, levando nomes de peso para falar de fotografia, agora em setembro inaugurou um novo espaço no Jardim São Bento, zona norte da cidade. Foi participando das palestras da Rede Mulher Empreendedora que Paula diz ter aprendido sobre dedicação, enriqueceu a visão de empreendedora e assimilou que o resultado não vem tão rapidamente. O seu jeito inquieto resultou em parceria e hoje é a fotógrafa da Rede, onde cobre os eventos. É a fotógrafa oficial do artista Claudio Zóli, inclusive fez a direção de arte de um de seus álbuns. E agora tem oferecido workshops de fotografia em azulejo. Um sucesso, pois suas turmas têm lotado rapidamente por fotógrafos ávidos por novas alternativas de suporte para apresentar o seu trabalho.

Viva Rua Cultural: agitando São PauloPaula Lyn
Viva Rua Cultural: agitando São Paulo
Foto no azulejo: curso faz sucessoPaula Lyn
Foto no azulejo: curso faz sucesso
Workshops em aldeias indígenasPaula Lyn
Workshops em aldeias indígenas
Fotografia: uma das ferramentas de inclusão social Paula Lyn
Fotografia: uma das ferramentas de inclusão social