Variedades 2 semanas atrás | Jucelene Oliveira

Jovem de Piracicaba já clicou 28 países com seu celular e sua GoPro

Renato Domingues tem muitas histórias na bagagem e fotografias de lugares incríveis das mais variadas partes do mundo.

por Revista FHOX

Nem só de câmera fotográfica de última geração viverá o homem, mas de toda criatividade, inspiração e entusiasmo que tiver pela fotografia e pelo mundo. Prova disso são as lindas fotos, dos mais variados países e cidades, e também as boas histórias que Renato Domingues, de 33 anos, carrega na bagagem e compartilha com os leitores de Fhox.

Renato Domingues
Renato Domingues na cidade de Dresden, na Alemanha. Foto: Arquivo Pessoal.

Paranaense de nascimento e morador da cidade de Piracicaba há 20 anos, pode-se dizer sem eufemismo que o lugar favorito de Domingues é o mundo. Ele é um andarilho apaixonado e compulsivo. E vale destacar, ainda, que não serve qualquer parte do mundo, não.

“Do Oiapoque ao Chuí”, do Uruguai à Hungria, dos Estados Unidos ao Vaticano, o analista operacional de uma empresa montadora de tratores, formado em Administração de Empresas, coleciona nada menos do que 28 carimbos de viagens internacionais em seu passaporte.

“Até o momento visitei 28 países, porém alguns deles já estive mais de uma vez. Eu já tive o prazer de conhecer o Uruguai, os Estados Unidos, a Argentina, o Chile, a Turquia, a Ucrânia, a Hungria, a Bolívia, o Peru, a Colômbia, o Equador, a Alemanha, a Rússia, a França, a Espanha, a Itália, o Egito, a Áustria, a Bélgica, a Holanda, a Inglaterra, o Paraguai, a Dinamarca, a Suécia, a Noruega, a Islândia, a República Checa e o Vaticano”, enumera.

Foto: Arquivo Pessoal.
Vaticano. Foto: Arquivo Pessoal.

De posse de um celular Samsung Galaxy S6,  uma GoPro Hero4 Black e muita criatividade, Domingues registrou belíssimas fotos nos quatro cantos do mundo. E por ser avesso às redes sociais (ele não tem Facebook nem Instagram), não seria nenhuma hipérbole dizer que as imagens da galeria abaixo são praticamente inéditas e exclusivas aos leitores de Fhox (à exceção de seus amigos e familiares).

Desde 2011, ele começou sua viagem pelo mundo e nunca mais parou. Até o momento foram 28 destinos transitados pela América do Sul, do Norte, Europa e África. Fazendo uma conta simples de divisão, daria uma média de três viagens por ano. Incrível, não?

“Tudo começou em 2011 quando eu e um amigo da igreja fomos para Montevidéu, no Uruguai. Foi nossa primeira viagem para fora do Brasil. Fomos sem saber falar espanhol, somente com a cara e a coragem. Eu tinha acabado de sair da faculdade e estava a todo vapor para saber como seria minha vida dali para frente”, relembra.

Ele conta que suas paixões incluem viajar pelo mundo, fotografar os lugares por onde passa, colecionar histórias, fazer trilhas e cozinhar. Além disso, também gosta de estar rodeado de amigos.

“O mais legal é também ganhar e manter novos amigos, já que eles são pessoas que fizeram parte das viagens e histórias que vivi. Alguns deles já vieram ao Brasil e foi muito legal poder mostrar meu país e minha cidade a eles”, lembra.

Confira abaixo algumas de suas fotos pelo mundo:

O analista operacional também explica que um dos fatores de escolha do lugar que pretende conhecer está relacionado à beleza e características do país ou cidade.

“História em geral me fascina e isso pode estar inserido em algum museu, igreja, prato típico, monumento, castelo, praia, ruínas como as de Machu Picchu ou até uma catedral como a do Kremlin na Rússia, que tem uma lenda muito triste. Czar Ivan IV, chamado de Terrível, pediu para alguns arquitetos construírem a Catedral de São Basílio, e ele gostou tanto do resultado que mandou cegar os arquitetos para que eles não construíssem outro prédio tão bonito quanto”.

Os primeiros países visitados por este aventureiro entusiasmado foram Uruguai, Estados Unidos, Chile, Argentina, Turquia, Ucrânia, Hungria. Depois disso, não parou mais. E no Chile já esteve quatro vezes. “Os irmãos que encontrei lá são maravilhosos e o lugar também é lindo”.

Renato Domingues
Chile, viagem de janeiro de 2020. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Chile, viagem de janeiro de 2020. Foto: Arquivo Pessoal.

“Geralmente escolho o lugar por ser ou ter algo exótico. Pode ser uma igreja, um castelo, uma praia ou simplesmente por ter uma história que me fascina. Quando escolhi a Turquia em 2014 foi porque assisti a um programa na antiga MTV, e a reportagem trouxe uma matéria em um vilarejo chamado Pumakalle. Ele fica localizado ao Sul da Turquia, é um local complexo para acessar partindo da capital Istambul. Foi um lugar que quando vi na TV, entrou pelos meus olhos e desceu para o meu coração. Decidi naquele momento que um dia iria visitar” conta.

Confira abaixo mais algumas de suas fotos pelo mundo:

Ele relembra que o planejamento para as primeiras viagens levava meses. “As primeiras viagens eu começava o planejamento uns sete meses antes até porque meu salário era pouco, então demandava mais tempo para juntar o dinheiro. Hoje, com uma jornada na empresa de 15 anos de carteira assinada, já consigo me organizar e planejar a viagem toda em 3 meses, viajando duas vezes por ano para fora do Brasil”.

Sobre desafios e aprendizados, Domingues relata uma experiência curiosa. “Quando fui para Moscou, na Rússia, decorei o Alfabeto Cirílico, memorizei os símbolos que representa cada letra do nosso alfabeto e os sons da pronúncia. Quando cheguei lá, sabia ler o que estava escrito nas placas, outdoors, fachadas das lojas e cardápios, mas não sabia o que significava”.

Outra situação que relembra é de gafes ou problemas que enfrentou.

“Quando estava em Reykjavik, capital da Islândia, meus amigos e eu alugamos um carro para poder explorar os arredores da capital. Lá existem lugares dos mais incríveis que já fui na vida; no verão não escurece; era dia 24 horas. No último dia da viagem eu bati o carro em um poste na rua e tive que pagar 7K reais. Graças a Deus meus amigos dividiram o valor comigo”, desabafa.

Ele conta que sempre se comunica em inglês ou “portunhol” e que por isso, o idioma de uma forma geral nunca foi empecilho, porém relata alguns dissabores. “Tive dificuldades na comunicação na Turquia, Egito e Rússia, nos lugares mais remotos, pois nem todos lá falam inglês. Daí usei a linguagem universal, mímica e um bom sorriso no rosto. Eu mostrava onde queria chegar e as pessoas apontavam a direção com o dedo e foi assim que cheguei ao destino final desejado”.

Renato Domingues
Egito. Foto: Arquivo Pessoal.

Ao ser questionado sobre o quanto já gastou em todas essas viagens e andanças pelo mundo afora, ele disfarça com bom humor. “Essa é uma pergunta que minha família adoraria responder. Eu não consigo mensurar o quanto de dinheiro já gastei nesses quase 10 anos de estrada, mas acredito que foram alguns milhares de reais. Mas penso que o melhor investimento é passar um tempo viajando, conhecendo culturas, fazendo novos amigos, experimentando comidas diferentes, colecionando histórias, fazendo muitas fotos para guardar de recordação desse tempo”, explica.

Dos lugares inesquecíveis que conheceu e registrou com sua GoPro e seu celular, o jovem viajante destaca a Patagônia. “É um lugar surreal, parece que Deus pintou um quadro e colocou naquela região; a sensação de estar lá em meio ao frio é como se você estivesse o tempo todo dentro de uma pintura exposta em uma galeria de arte. Moscou também foi um sonho realizado, pois curto demais tudo que remete a União Soviética; a cidade é linda com todas as construções bem preservadas e coloridas. Também estive no museu dos Navios Vikings em Oslo na Noruega, um dos mais fascinantes museus que já visitei”, relembra.

Patagônia. Foto: Arquivo Pessoal.

E se Domingues possui uma média de três viagens por ano, além de ter ido ao Chile em janeiro deste ano, obviamente já tem outro itinerário pré-agendado para os próximos meses. Segundo conta, o iminente destino desse jovem sem raízes será a Ásia.

“Estou planejando um mochilão pela Ásia, que contempla a China, a Tailândia, o Vietnã, a Malásia, Singapura e a Indonésia”. Por fim, diz não ter qualquer pretensão em parar de cruzar as fronteiras do hemisfério. “Pretendo dar a volta ao mundo antes da aposentadoria. E depois de aposentado gostaria muito de fazer trabalhos voluntários em outros países”.

Pelo Brasil

Claro que se ele já viajou o mundo, também teve a delicadeza de conhecer e se aventurar um pouco pelo Brasil. Confira abaixo alguns cliques que fez.

Renato Domingues
Gramado, Rio Grande do Sul. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Santa Catarina. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Chapada dos Guimarães, Mato Grosso. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Recife, Pernambuco. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Recife, Pernambuco. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Monte Verde, Minas Gerais. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Passa Quatro MG. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Olinda. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Praia Seca, Rio de Janeiro. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Guarujá, São Paulo. Foto: Arquivo Pessoal.
Renato Domingues
Pico das Agulhas Negras, Rio de Janeiro. Foto: Arquivo Pessoal.

Aguardamos ansiosos as próximas fotos e histórias.