Variedades 2 anos atrás | Leo Saldanha

Ganhando muito dinheiro com Instagram

Jovem casal roda o mundo para criar (e vender) imagens espetaculares no Instagram. O emprego dos sonhos é bem mais trabalhoso do que parece...

por Revista FHOX

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Eu poderia ter pensado em outro título, mas esse é simples e direto. A notícia não chega a ser novidade. Os dois já apareceram diversas vezes nos principais sites de notícias e fotografias do mundo. Jack Morris (26, britânico) e Lauren Bullen (23, australiana) são bem jovens. O casal vive em Bali na Indonésia e diz faturar alto com posts na rede social fotográfica. Eles cobram quase 10 mil dólares por foto compartilhada e visitaram 45 países. Os dois rodam o mundo em busca de fotografias perfeitas para o Instagram. Algo que também não é novidade…lembra do FollowMeTo?

Parece que volte e meia aparece um casal ou algum solitário que faz isso e diz cobrar bem (ou ao menos tem todas as despesas pagas) para fazer isso.

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Eu achei engraçado que embora seja um casal, eles trabalham com contas diferentes. Jack tem 2 milhões de seguidores e a Lauren 1.2 milhão.

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– Quem contrata? Empresas, bureaus de turismo e marcas grandes relacionadas aos locais que visitam. Pode ser um resort, uma companhia aérea… Inteligente.

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– Eles fazem e postam tudo com smartphone? Não, eles editam no Lightroom no Mac Book. Eles dizem não usar filtros ou qualquer tipo de app de edição. A lista de equipamentos profissionais é grande. Veja tudo aqui. Lembrando que o casal do FollowMeTo também usava reflex.

O que eles levam na mochila
O que eles levam na mochila

– Os dois quase sempre fotografam uma hora antes do amanhecer, horário que ninguém atrapalha e está tudo tranquilo. Trabalham com tripé e costumam revezar entre um fotografando o outro, ou com a ajuda de um disparador remoto.

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– Eles não cobram menos de três mil dólares por um post no Insta. Não é tão simples quanto parece… O casal gera conteúdo e criou um blog para contar mais sobre essa incrível jornada que estão fazendo.

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– Eles usam Instax Mini 90. Deve ser para guardar lembranças únicas e impressas desses momentos especiais. Ou quem sabe vão lançar um livro com fotos instantâneas, né? O tempo dirá.

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Eu te entendo se você duvida que tem gente ganhando (muito) dinheiro assim. Sinto em dizer, mas existe, de fato, uma nova economia voltada para a fotografia das redes sociais. O caso desse casal é incomum, mas merece destaque. Assim como eles, outros fotógrafos estão criando conteúdo específico para marcas ou ensaios exclusivos para as redes sociais. Assunto que, inclusive, já foi tema de matéria no NYT. Não envolve nada físico, impresso… o que importa é que eles ganham bem com isso. Bacana.

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O Instagram não para de evoluir. Agora está cada vez mais parecido com Snap e repleto de recursos multimídia, como vídeos, montagens… etc. Só faltam duas coisas: poder comprar dentro do app e os links diretos nos posts. A única certeza é de que outra novidades chegarão em breve. O que está claro: o Instagram está cada vez mais com cara de marketplace.

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A parte mais irônica sobre esse casal é que eles trabalham com um poderoso arsenal de câmeras profissionais para poder gerar tudo o que postam. Eles dizem que a inspiração vem do Pinterest e do próprio Instagram.

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O mais genial seria mostrarem os bastidores e a realidade menos deslumbrante dessas locações exóticas e maravilhosas. Até porque, todo mundo sabe que as dificuldades logísticas antes do clique são consideráveis – algo que Jack, inclusive, comenta no blog: ele diz que o que é visto nas fotos não representa 5% da vida deles. E que não tenta mostrar algo que realmente não estejam vivendo. Talvez aí esteja um ótimo tema para o próximo projeto desse casal. Mostrar o lado mais cru desses locais que visitaram.