Variedades 2 anos atrás | Bia Carvalho

Fotógrafa faz imagens de clínica clandestina de aborto, no Quênia

A série "Poor Choices" realizada por Sarah Elliott mistura a dor e a sensibilidade do corpo e mente das mulheres que passam por procedimentos ilegais

por Revista FHOX

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Assim como em diversos outros países, no Quênia o aborto também é considerado crime. Segundo o artigo 26 da Constituição do local, “é proibido o aborto, a menos que, na opinião de um profissional de saúde capacitado, seja necessário um tratamento de emergência ou esteja em perigo a vida ou a saúde da mãe e se assim permitir a lei”.

Em maio de 2014, um documento da Organização Mundial da Saúde indicou que cerca de 800 mulheres morrem por dia no mundo por causas evitáveis relaconadas a gravidez e parto. 99% dessas mortes ocorrem nos países em desenvolvimento.

O grande problema é que ,todos os dias, várias mulheres procuram clínicas clandestinas para realizar um aborto ilegal. Algumas foram violentadas, outras abandonadas, maltratadas ou simplesmente arrependidas. O que une todas elas é o risco e a precariedade das instalações e a falta de médicos especializados para realizar uma operação tão delicada.

A série Poor choices (“más escolhas”, traduzido para o português), feita pela fotógrafa retrata justamente a carência, o medo, o desespero em se decidir por uma vida, ou a falta dela. Sarah Elliott nos mostra histórias invisíveis, vidas escondidas e sentimentos comprimidos.