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Bailarinas egípcias protestam contra a repressão das mulheres no país

Em 2013, uma pesquisa divulgada nesta terça-feira e conduzida pela Fundação Thompson-Reuters detalhou que o Egito é o pior país no mundo árabe em relação aos direitos das mulheres. Segundo o estudo, após a Primavera Árabe desencadeou o aumento da violência e de alguns grupos islamitas conservadores. Tráfico de mulheres, casamentos forçados, assédio sexual e mutilações dos genitais são comuns na região.

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Em uma outra pesquisa, dessa vez divulgada pela ONU, estima-se que 99,3% das mulheres no Egito já sofreram algum tipo de assédio sexual nas ruas. Os números são alarmantes e chamam a atenção para a falta de liberdade feminina no país. Como modo de combate, vinha sendo sugerido que as mulheres simplesmente ficassem em casa.

Graças ao fotógrafo Mohamed Taher, diversas dançarinas egípcias foram fotografadas, transformando as ruas em palco e mostrando que lugar de mulher é onde ela quiser. As imagens registram movimentos de dança em meio às ruas da capital egípcia em um projeto que ganhou o nome de Ballerinas of Cairo (na tradução, “Bailarinas do Cairo”).