Variedades 3 anos atrás | Redação

Autismo e representatividade

Mãe cria ensaio fotográfico registrando o cotidiano do filho autista

por Revista FHOX

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Ontem, 2 de Abril, foi celebrado o Dia Mundial da conscientização do Autismo, criado pela Organização das Nações Unidas, em 18 de Dezembro de 2007. Em 2010, a ONU declarou que o transtorno atinge cerca de 70 milhões de pessoas no mundo e afeta a maneira como esses indivíduos interagem e se comunicam.

O autismo, porém, ainda não é muito percebido pela sociedade. Não há tanta representatividade dessa condição na sociedade. A data estabelecida para a conscientização não deve se restringir a apenas um dia. Todo dia é dia de pensar, refletir e criar maneiras de envolver e dar visibilidade.

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Ashleigh Raddatz, 31 anos, engravidou 5 meses depois de seu casamento, por escolha própria. Com todo o planejamento e o desejo de ser mãe, August nasceu. Desde o início, os pais notaram que ele apresentava alguns comportamentos diferentes das outras crianças.

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O diagnóstico veio quando August tinha 3 anos, em um check-up médico. “Finalmente ouvimos do médico que o fato de ele não falar, que a obsessão dele em brincar com a maçaneta da porta por três horas seguidas, que a maneira com a qual ele apontava as coisas e todas as vezes que achamos que ele poderia ser surdo não eram simples coincidências”, conta a mãe, que demorou a aceitar o que estava acontecendo. “Enquanto meu marido seguiu pelo lado prático e começou a fazer uma lista com tudo o que August poderia fazer, eu mal conseguia me levantar da cama e passei três dias ‘fora do ar’”, diz Ashleigh.

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Fotógrafa, Ashleigh fez um ensaio de seu filho para, “Documentar seu ritmo, sua rotina, seus esforços e seus triunfos, e olhar para as fotos de novo e de novo, significa tanto para mim. Me cura. Me ajuda a lembrar que ele é um presente maravilhoso”, explica ela.

Segundo entrevista concedida a  Revista Crescer, Ashleigh diz não ter sido nada fácil expor ao mundo as fotos do seu filho, “minha esperança ao dividir esse projeto é aumentar a compreensão, a empatia e a compaixão por aqueles de nós que são tocados pelo autismo”, dia a fotógrafa.

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