Wedding 1 ano atrás | Leo Saldanha

Fotografia de casamento: um mercado ligeiramente fora de foco

Crise econômica acelerou a reengenharia de estúdios e fotógrafos.

por Revista FHOX

Por Leopoldo Saldanha

Nos últimos anos, o mercado cresce lentamente em número de cerimônias. Enquanto isso, a quantidade de fotógrafos não para de crescer. Ao menos essa é a percepção geral de quem trabalha no ramo. Segundo o IBGE, 1,1 milhão de casamentos aconteceu em 2016; quase dez mil a mais ocorrem anualmente. Em termos de visual, inovações e tendências, pouco mudou desde que FHOX trouxe matéria sobre o segmento em 2015.

A verdade é que o último grande salto na estética e na profissão foi dado no início do século 21. Naquele período, despontava uma geração de fotógrafos com estilo renovado e entregando frescor na estética da fotografia de casamento brasileira, encabeçada por Nellie Solitrenick, Fabio Laub, Camila Butcher, Marcos Andreoni e tantos outros.

O que não dá para negar foram as mudanças tecnológicas. Na última década (após a chegada da 5D MK II) houve a entrada do vídeo com reflex e o avanço de fotógrafos palestrantes, notadamente norteamericanos, pelo Brasil. Saltou-se de dois grandes eventos de fotografia em 2007 (Feira Fotografar e PhotoImageBrazil) para mais de cem eventos regionais de todos os portes atualmente, sem falar de workshops e cursos on-line. Criou-se um ciclo que para uns é virtuoso; para outros, vicioso. Nos Estados Unidos e na Europa, o mercado educacional voltado para fotografia de casamento é maduro e estabelecido, talvez até um pouco decadente. Lá também, a competição é ferrenha.

Veja o exemplo de Nova York, onde o cenário competitivo mudou completamente. Brian Marcus, terceira geração do estúdio Fred Marcus, um dos mais respeitados da cidade, conversou com FHOX. Ele palestrou no Brasil em três oportunidades, sendo a primeira em 2007, quando não existiam por aqui atrações internacionais em congressos do segmento.

“Quando comecei 16 anos atrás, a internet iniciava e as redes sociais não existiam. Com o avanço digital, as mudanças foram radicais. Isso nos fez repensar o marketing, as vendas e a precificação” diz. Antes, o seu estúdio tinha três concorrentes; hoje são mais de 300. “Estou engajado com nossos clientes. Até pergunto o que posso fazer para tornar nossa relação melhor. A reputação de ser um dos melhores estúdios do país é fantástica, mas isso traz uma grande responsabilidade de entregar esse padrão a nossos clientes todos os dias.” Isso faz o custo do estúdio muito maior do que alguém que trabalha em casa. A questão do produto impresso também é uma vantagem para eles: “Sempre teremos o álbum impresso, porque acredito ser o item mais valioso. Fotos digitais são ótimas, mas nada como curtir um álbum impresso de altíssima qualidade”, acrescenta. 

O problema que acontece por aqui agora são as distorções: a venda de um sonho para começar, a profusão de eventos e o acesso fácil a um mercado sem barreiras de entrada. No palco de congressos, fotógrafos vendem carreiras bem-sucedidas. Do outro lado, novatos na profissão compram a ideia de um mercado perfeito, sem saber dos inúmeros desafios, como vender e gerir o negócio. Apelam ao preço baixo. Isso não é recente, mas ficou mais evidente com a crise econômica. As noivas reduzem orçamentos e buscam opções mais em conta. Antes da turbulência econômica, nomes estabelecidos no mercado conseguiam se manter bem. Hoje reclamam da queda de eventos como nunca antes. Para completar o cenário cinzento, surgiu o problema apontado por encadernadoras e laboratórios profissionais da queda no número de fotógrafos que fazem álbuns. Optam por entregar as fotos na nuvem ou em outra mídia. “Dá menos trabalho e as noivas não fazem questão”, é a justificativa frequente.

FHOX conversou com profissionais de várias regiões, mas muitos preferem o anonimato. Há um pouco de tudo. De quem tinha emprego e formação sólida e que encontrou na fotografia de casamento uma vocação e renda compatível, mas agora, repensa a carreira. Não são poucos os estúdios tradicionais que reduziram equipes e custos. Outra reclamação frequente: o avanço das equipes de reportagem que trabalham no volume. Cobram menos os pacotes recheados de produtos. Muitas delas questionadas pelos clientes em sites de reclamação. Não por acaso, começam a ser rotineiros casos de noivos na Justiça reclamando da péssima qualidade das fotos entregues. A grande reclamação dos fotógrafos também é o BV (bônus de vendas) de cerimonialistas.

Mas, nem tudo é ruim. Há três mil casamentos no Brasil por dia e o nível da fotografia de casamento é altíssimo e não está restrito às grandes cidades. Isso são frutos da internet, da quantidade de eventos e de uma mudança alinhada com a nova fase das redes sociais. A estética do Instagram é dominante e as noivas pesquisam referências no Pinterest e nas hashtags do Instagram. Isso representa outro desafio, já que elas querem receber as fotos poucos dias após a cerimônia. Celso Vick, fotógrafo de casamento em São Paulo, comenta: “A internet deixou o mundo menor e a quantidade de informações que nossas noivas tem hoje é diferente de há cinco anos, com isto os profissionais tiveram de se atualizar. Hoje eles têm as mesmas condições de atender qualquer tipo de cliente em pé de igualdade de trabalho, o que falta é gestão do negócio para muitos”.

A concorrência gera a migração para outros segmentos da fotografia. Do wedding para newborn, formatura e família. No caso de família e newborn, uma opção com total sinergia. Formatura de poucas turmas traz uma vantagem, pois o fotógrafo de casamento leva um estilo renovado ao álbum do formando.

Vini Brandini, vencedor do “Prêmio Wedding Best – O Álbum 2017” vê uma retomada. “O mercado está em recuperação, mas acho que não voltará a ser como era até 2014. A crise forçou os clientes a olharem mais o preço do que a qualidade. Custo x benefício é o lema da vez.” Para ele, o mais estranho são os fotógrafos que apelam para preço e não entregam álbuns: “Recebo com frequência pedidos de orçamento para fazer álbuns de casais que só receberam as fotos em alta. Hoje, com softwares como SmartAlbum, não há desculpa”, diz ele. Brandini já atua em fotos de família, registrando batizados, ensaios de gestantes, bebês e crianças, oriundos justamente dos casamentos.

Arlindo Namour Filho é conhecido no mercado e membro do conselho do Congresso Fotografar. Para ele, o mercado retraiu muito. “Muita gente entrou no mercado oferecendo boas fotos a preços baixos, infelizmente calculados de forma errada. E há culpa dos fotógrafos mais antigos por entrarem na onda e baixarem seus preços, como primeiro recurso para sustentar seu negócio.” Namour atua como grife, apostou em novo estúdio para atender noivos dispostos a investir em atendimento personalizado e investiu na fotografia de retratos corporativos e outras áreas. “Tenho uma formação ampla na fotografia e não vejo problema em transitar por outras áreas”, diz. “Hoje é impossível a sobrevivência no mercado de casamentos sem a venda da fotografia no papel”, ressalta.

Na mesma linha de raciocínio, João Marcos Coelho, em Volta Redonda (RJ) vê uma saturação no ramo. “Muitos que entram agora veem a fotografia como uma forma rápida de ganhar dinheiro, sem ter uma noção de custos e de depreciação de seus equipamentos e do quanto isto vai marcar nas lembranças de seus clientes.” Valorização e união dos profissionais na cidade foi uma bandeira levantada por Calino, que trabalha com a família na foto e vídeo há mais de 40 anos. O seu sonho de criar uma associação de fotógrafos e videomakers se concretizou neste ano. Uma iniciativa importante que já realizou alguns eventos. Em outubro convidou FHOX para uma palestra.

Para Maíra Erlich, fotógrafa que ministra workshops e mentoria para fotógrafos, a quantidade de eventos não se reduziu, o que mudou foi o comportamento dos noivos que querem mais descontos. “Quem está fazendo uma fotografia que tenha força e identidade própria, mantendo uma ótima relação com os clientes, entregando no prazo, e conseguindo se divulgar bem nas mídias sociais, não precisa se preocupar com a concorrência.”

Tanto Maíra quanto outros fotógrafos falaram da quantidade de eventos oferecida pelo mercado, da repetição de nomes e pautas, da falta de conteúdo relevante e diferenciado. “Congressos tornaram-se uma grande fonte de referências para muitos fotógrafos. Consequentemente, se vê uma fotografia cada vez mais parecida. Fotógrafos de todo lugar do Brasil, com experiências de vida completamente distintas e fazendo uma fotografia tão igual. Acredito que esse é um dos motivos que explicam a quantidade de congressos alinhada à falta de pluralidade nos palcos. Se cada congresso tivesse um conteúdo diferenciado, a quantidade deles não seria problema, mas algo ótimo”, avalia.

Aprecie abaixo algumas fotos de Maíra Erlich:

Ricardo Jayme, em São Paulo, acredita que o mercado se ajusta. “Muitos fotógrafos que não estavam preparados, saíram ou mudaram de ramo. O que tenho sentido são clientes mais exigentes e reticentes na hora de fechar contratos”, diz. Ele, assim como outros, separou a cobertura do evento dos álbuns que são vendidos à parte.

“Em 80% dos casos, eles retornam.” Sobre congressos, Jayme que já foi palestrante diz: “Todos são importantes, na medida em que apresentam novos profissionais ao mercado e a outros profissionais mais experientes e com relativo sucesso no mercado. Mas é preciso melhor discussão a respeito da fotografia. O mercado de fotografia de casamento às vezes coloca uma importância muito mais na persona do fotógrafo do que no material produzido. Isso cria alguns fotógrafos de palco, verdadeiros showmen que vendem uma verdade absoluta e não enriquecem o debate sobre o mais importante, que é a fotografia”.

Aprecie abaixo algumas fotos de Ricardo Jayme:

The Dream Studio, em Araraquara (SP), passa por crescimento. Fernando Belletti, um dos sócios ao lado de Junior Campos, sabe que o negócio da fotografia de casamento já passou por muitos altos e baixos. A empresa, com 20 anos de mercado, adaptou-se às diferentes fases do ramo. “O mercado de eventos é cíclico, há momentos em que todos querem ser fotógrafos. Nesses anos de fotografia digital, quem chegou primeiro conseguiu ganhar dinheiro, quem chega agora já pega a curva descendente”, diz.

Para se diferenciar é preciso equilibrar a presença física com a digital. A marca organiza a segunda exposição do ano no shopping da cidade e também cria séries fotográficas inusitadas, sendo a mais recente a da bailarina para celebrar o aniversário de Araraquara e que se espalhou por vários pontos da cidade. A empresa criou até um canal no YouTube para falar do universo de casamento, o “casando sem frescura”, em que Belletti conversa com todos os agentes que atuam no segmento. O próximo passo é a inauguração de um escritório em São Rafael Bigarelli está baseado em Jaú (SP) e é sócio da Alboom. É um exemplo de fotógrafo de casamento que não conhece divisas. Atua em diferentes regiões e é procurado para palestras e workshops.

“Acredito que sempre você precisa ser lembrado, manter o networking com os colaboradores e fornecedores e principalmente ter uma boa presença on-line.” Sobre entrantes e guerra de preço, ele diz: “A guerra de preços acontece em todas as profissões e na fotografia não seria diferente. Tudo vai da adaptação de cada fotógrafo. Temos que modificar nossa fotografia baseada no nosso plano de marketing, e não nosso plano de marketing baseado em nossa fotografia”.

Aprecie abaixo algumas fotos do The Dream Studio:

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A gaúcha Tati Itat não fotografa apenas casamentos. “Embora eu goste de fotografar casamentos, este não é o meu foco. Estou trabalhando em projetos autorais que seguem a linha documental e fine art.” Na visão dela, falta aos profissionais da área uma preocupação maior com a bagagem de conhecimento. “Observo colegas de profissão cansados, que reclamam da função, mas fazem por dinheiro, uma vez que a fotografia de casamento é um pulo do gato financeiramente.”

Fernanda Suhett também não fica presa à fotografia de casamento. Ela atua em São Paulo e nota que o mercado cresce. “Atualmente ter uma fotografia boa não é mais diferencial competitivo. Há uma pressão do mercado para serviços adicionais à qualidade fotográfica. Busco além da fotografia em si, investir na qualidade da prestação de serviços. Uma das diretrizes é o PDCA (ferramenta de gestão da qualidade em processos que tem como foco a melhoria), que consiste em planejar, executar, monitorar e agir. Vou dar um exemplo: buscando a qualidade do atendimento no dia do casamento e sabendo que cada cliente é único, há um briefing com a equipe sobre aquele casamento, o casal, a família e planejamos ações específicas para o dia, executamos e monitoramos. Ao final, há um balanço de tudo que ocorreu para identificar e implementar ações de melhoria não só corrigindo, como também mantendo alguma ação ou comportamento”, detalha.

Aprecie abaixo algumas fotos de Fernanda Suhett:Crédito: Fernanda Suhett

O paulistano Rafael Karelisky, bicampeão do “Prêmio Wedding Best – O Álbum” e integrante do conselho do Congresso Fotografar, decidiu empreender. Na Fotografar 2017 lançou uma linha de bolsas, cases e organizadores para fotógrafos. “O mercado de casamento é sempre impactado em tempos diferentes de outros mercados, demoramos mais para sentir a crise, mas também demoramos na recuperação. Então, não vivemos nosso melhor momento”, diz. O álbum é um produto importante para o negócio. “A imagem no papel está no seu habitat natural. Todos os meus pacotes incluem álbuns.”

Quem concorda com Karelisky é Gabriel Trevisan, fotógrafo de casamento em São Paulo. “Mesmo que as pessoas se identifiquem com o trabalho, elas sentem a necessidade de pegar alguma coisa na mão. Por essa razão, o álbum cumpre uma função primordial do marketing sensorial, a do tato. Vale lembrar que o casamento é uma compra complexa, em que a tomada de decisão envolve muitos fatores e, quanto mais seguros e confiantes os clientes estiverem, maiores as chances de conversão em vendas”, diz.

Crédito: RAfa Karelisky
Crédito: Rafa Karelisky
Crédito: Rafa Karelisky
Crédito: Rafa Karelisky

As três dicas que Trevisan dá para quem quer ficar bem no mercado são: divulgar o melhor do seu trabalho nas redes sociais; criar uma rede de relacionamento com fornecedores que se encaixam com o estilo de trabalho; e entender um pouco mais do comportamento e dos hábitos do consumidor que você escolheu atender. Ele vê a questão do preço de forma distinta: “Não enxergo a guerra de preços como vilã. Em todo mercado existe uma disputa acirrada pelo bolso do consumidor e, claro, na fotografia não poderia ser diferente. Penso nas pessoas menos favorecidas financeiramente. Será que elas também não merecem ter boas fotos do seu casamento? Por essa e outras razões, creio que o fotógrafo barato também faz parte da composição do mercado da fotografia”.

O livro “Marketing 4.0”, de Philip Kotler, aborda uma questão que talvez explique o desafio dos fotógrafos de casamento. Ele explica que um dos principais públicos consumidores no mundo são as mulheres, ao lado de jovens e consumidores digitais. O desafio é que a mulher (noiva) pesquisa muito e faz uma compra do tipo espiral. “As mulheres não só pesquisam mais (preço) como conversam mais sobre marcas (fotógrafos). Elas buscam opiniões de amigas e família e estão abertas a receber auxílio dos outros. Enquanto os outros querem apenas resolver a situação, as mulheres querem encontrar o produto perfeito, o serviço perfeito ou a solução perfeita. São compradoras holísticas. Fazem uma compra em espiral com mais pontos de contato, o que significa que elas são expostas a mais fatores a serem considerados. Elas tendem a avaliar tudo. Benefícios funcionais, emocionais, preço e demais características. Antes de definir o verdadeiro valor dos produtos e serviços”. Um ponto crucial é trabalhar de forma primorosa para gerar boca a boca. As mulheres levam em conta mais marcas, inclusive aquelas menos populares que acreditam ter mais valor. Por causa disso, as mulheres têm mais confiança em sua escolha quando realizam a compra. Assim, são mais fiéis e mais inclinadas a recomendar sua escolha à comunidade.

Sobre a grande quantidade de eventos educacionais pelo País, muitos profissionais consultados acreditam que é bom, pois antes não havia acesso à informação. De outro lado existem os descontentes. Acreditam que o crescimento do mercado educacional fez inchar a fotografia de casamento e isso trouxe a pressão de preço e a falta de profissionalismo. “Como o grande Carlos Dreher disse uma vez: ‘Workshops, cursos, oficinas e congressos são as novas commodities da fotografia’. Novamente, quem criou os primeiros eventos, nadou de braçada. Hoje, qualquer um monta um evento, sem muita credibilidade. Para mim o mercado está saturado até mesmo de congressos, sempre trazendo profissionais para falarem as mesmas coisas”, diz Belleti.

O que vem por aí:

A última edição da revista “Pequenas Empresas Grandes Negócios” trouxe matéria sobre o segmento. Segundo o texto, a revolução digital vai transformar ainda mais o cenário de casamentos.

Entre as tendências mostradas como uma mudança no comportamento dos clientes, vem o avanço dos apps para organizar a festa e outros serviços inclusos. Alguns deles já trazem recursos de inteligência artificial para atender melhor as noivas. Caso do site Mecasei.com que conta com 50 mil usuários do app e 20 mil assinantes novos todos os meses. A personalização das festas e um interesse maior por eventos intimistas e menores são fortes. Ou mesmo na criação de um branding para o casal. Algo que represente a identidade dos noivos e que vai servir para a criação da festa. Isso pelo impacto financeiro e a possibilidade de criar algo menos tradicional. O que não quer dizer que o casamento padrão para toda família esteja caindo em popularidade. Na verdade segue clássico e forte. As estatísticas provam isso já que o casamento na cidade representa quase metade do número nos eventos do Brasil. O local, mesmo em áreas urbanas, também muda aos poucos. Vemos mais eventos em hotéis, restaurantes e até na casa dos noivos. Se o mini-wedding já não é novidade, o que se apresenta como mais novo é o casamento tipo Pop-Up que é inspirado no estilo Las Vegas de casar. Ou seja, rápido, fácil e barato. Basta os noivos aparecerem no local e um time de profissionais cuida de tudo. Decoração, foto, etc. Dura duas horas e custa entre 500 e 2.500 dólares.

Não há como fazer uma projeção sobre o número de casamentos no Brasil para os próximos anos. Olhando a curva e os números dos últimos anos é visível a estabilidade com crescimento mais lento. Ao mesmo tempo existe a pressão da entrada de profissionais por necessidade (oportunidade) na fotografia social. Fazendo uma pesquisa mais minuciosa com alguns indicadores do Facebook e do Instagram identifica-se que 200 mil se dizem fotógrafos de casamento no Facebook. Embora não seja um dado oficial, indica um número muito maior do que os 60 mil fotógrafos formais.

Os pontos que merecem destaque:
– Que o setor está estável mesmo com a crise. O faturamento em 2017 foi de 17 bilhões de reais. Para se ter uma ideia, em 2015 e 2016 o número foi praticamente o mesmo. Só a cidade de São Paulo representa 1.4 bilhão do setor.
– Quanto o brasileiro quer gastar em média com a festa? 23 mil reais.
– Em 2003 havia 749 mil casamentos. 2015 (último ano com dado oficial), 1,137 milhão.
– A idade dos noivos: 1974 os homens casavam com 27 e as mulheres com 23. Em 2014 a média passou de 33 para homens e 30 para mulheres.
– Quanto custa de fato um casamento? 40 mil reais é o investimento médio no País. Para cerimônias com 80 à 120 convidados.
– 46% dos noivos brasileiros querem gastar até dez mil reais com a festa. 6% pretendem investir entre 50 e 100 mil reais. Mais de cem mil reais, apenas 1,3%.
– 48% vão casar na cidade. 8,7% na praia e 35% no campo. Outros ficam com 7,9%.

A matéria mostra que o tíquete médio cobrado em foto no Brasil é de 4 mil reais e vídeo fica em 4.500. Decoração (6 mil) e bufê (8 mil) ficam com as maiores receitas.
– Os destinos preferidos dos brasileiros para os destination weddings: 1. Los Cabos (México), 2. Punta Cana (República Dominicana), 3. Veneza e Florença (Itália), 4. Paris (França) e Punta Del Este no Uruguai.