Natureza 5 meses atrás | Redação

A natureza brasileira pelo olhar argentino

Pablo Gustavo Levinsky encontrou no registro da natureza brasileira o seu espaço

por Revista FHOX

Quando o argentino Pablo Gustavo Levinsky (47) mudou-se para o Brasil, em 2009, passou a ver de perto algo que só acompanhava por livros, documentários e internet: a fauna brasileira. A fotografia então surgiu como recurso para registrar toda a “bicharada” que ele sempre admirou de longe.

Trocou Buenos Aires por Campinas (SP) porque alguns parentes já moravam na cidade do interior paulista. E encontrou nas ruas do bairro, com uma câmera simples, as cores vivas e intensas dos insetos.

“Nas primeiras caminhadas pelo bairro, com uma câmera na mão, ia atrás de insetos. A câmera era simples e automática, mas notei que tinha uma boa qualidade de macro e tomei o gosto por esse tipo de fotos”, explica.

Depois de um tempo, começou a ministrar oficinas de fotografia em escolas, centros culturais e empresas. As oficinas, segundo ele, são breves. Nelas, tenta transmitir uma série de conceitos básicos, porém essenciais, para quem deseja começar na fotografia.

Levinsky acredita que o que mais lhe traz motivação para fotografar é poder compartilhar o
mesmo que enxerga com outras pessoas.

“Minha fotografia, diria que é simples e com poucos recursos técnicos, mas encontro nelas algo
cativante. Me motiva poder compartilhar o desfrute que eu mesmo experimento na hora de registrá-las. Quero mostrar algo belo”, conta. Ele tenta ser fiel à natureza e as cores. “Apago muitas fotos por não conseguir a cor justa”.

natureza

O fotógrafo planeja editar um livro com suas fotografias. Inclusive, entre 27 de agosto a 28 de setembro, esteve com uma exposição no Museu da Imagem e do Som de Campinas intitulada Natureza, Numa Folha Qualquer. Junto a suas fotografias, a mostra também exibiu alguns desenhos feitos por sua filha Marcela, de nove anos. É possível perceber que as fotos de Levinsky a influenciaram.

Entre as coisas que o inspiram estão, inclusive, os próprios animais e insetos. Além disso, ele busca referências em grandes fotógrafos como Thomas Marent e Igor Siwanowicz.

“O trabalho de muitos fotógrafos me provoca um grande deleite e, consecutivamente, a ideia de querer também produzir isso, uma linda foto e o desfrute de alguém ao vê-la”. Para ele, fotografar significa uma maneira de se comunicar falando pouco.

 

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