Natureza 2 anos atrás | Redação

Geóloga usa a fotografia para incentivar mulheres e crianças a observar a natureza

O acervo de Jeanne Martins conta com registros de onças, sucuri e murucututu; fotógrafa incentiva outras mulheres a clicar a natureza.

por Revista FHOX

O contato com a fauna e flora brasileiras é frequente na rotina da geóloga Jeanne Martins. Há dois anos, a moradora de Cuiabá (MT) passou a registrar espécies que via quando criança. “Desde pequena vivo no campo, mas nunca tive a oportunidade de fotografar o que observava. Quando pude adquirir uma máquina, não perdi tempo e comecei com os cliques.”

(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)
(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)
(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)
(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)

As viagens a trabalho são aproveitadas pela geóloga, que tem no acervo fotos de uma onça com três filhotes, de uma sucuri em detalhes e de um murucututu. “Sou absolutamente apaixonada pelo registro de aves noturnas. Quando estava em Sinop (MT), escutei a vocalização da ave e, como sabia da ocorrência da espécie no local, voltei à noite e fiz o registro”, conta Jeanne, que ressalta a importância dos estudos para quem deseja fotografar a natureza. “Tem que estudar muito, ter conhecimento das espécies, do hábitat de cada uma, das características e dos hábitos. Além, é claro, de ter o ouvido bem treinado.”

Integrante de um grupo de observação de aves, a geóloga é uma das poucas mulheres que se aventura em expedições pela Amazônia, Pantanal e Alta Floresta para registrar espécies. “A gente tem um grupo de fotógrafos e a única fotógrafa de natureza sou eu. Às vezes, quando mostro meu registro detalhado, a pessoa fica absolutamente encantada e acaba indo para aquela área.”

(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)
(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)
(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)
(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)

A fotógrafa acredita que por meio de fotos bem feitas é possível mudar a maneira das pessoas verem o mundo, e assim, incentivar a observação das espécies. “As fotografias despertam interesse não só nas mulheres, mas também nas crianças. Com a observação de aves podemos fazer com que elas troquem o estilingue pela máquina fotográfica.”

(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)
(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)
(Foto: Jeanne Martins/VC no TG)