Fotojornalismo 2 meses atrás | Thalita Monte Santo

Na largada do clique: conheça o trabalho de Fernando Pires

O fotógrafo apresenta seu trabalho e comenta sobre sua experiência com câmeras mirrorless na fotografia de grandes eventos

por Revista FHOX

O que uma corrida de Fórmula 1 e a fotografia possuem em comum? Certamente você pensou: velocidade. Entretanto, para o fotógrafo Fernando Pires, 42, essa metáfora não está atrelada somente ao tempo que é preciso para o registro ser feito, mas principalmente à velocidade em que a fotografia se reinventa.

Editor de arte da revista 4 Rodas, da editora Abril, desde 2008, Pires destaca a fotografia mobile como a grande evolução fotográfica. Ele, que teve seus primeiros contatos com a imagem no ambiente de trabalho, de fato, começou a fotografar com o celular. Mais especificamente com um dos primeiros Iphones lançados pela Apple.

“Ia e voltava a pé do trabalho e quis juntar meu lado designer com essa coisa da fotografia que estava entrando ali, na minha vida, tão recente. Comecei a fazer books digitais com as geotags dos lugares que eu passava e coloquei na internet”, conta.

Fernando Pires
Lewis Hamilton no Autódromo de Interlagos

As imagens, na época, viralizaram e foram publicadas em diversos veículos de comunicação. Pistas de corrida Por trabalhar em uma revista onde carros são o assunto principal, Pires sempre teve fácil acesso aos autódromos e principais torneios de São Paulo.

Certo dia, por acaso, precisou cobrir um colega durante a Fórmula Indy. E foi nesse dia que descobriu seu amor pela fotografia automobilística. Na época, ele usava uma DSLR da Nikon.

“O fotógrafo oficial da revista 4 rodas, que era o Marco de Bari, me perguntou se eu não queria fotografar a Fórmula Indy, que acontecia no circuito Anhembi, pois ele não poderia ir. A proposta caiu de paraquedas na minha mão e eu fui”, conta.

Desde então, passou a registrar corridas. Entre elas a própria Fórmula 1, Stock Car Porsche Cup e a Monster Jam.

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Hoje, abriu mão de seu equipamento DSLR e suas fiéis escudeiras são duas mirrorless da Fujifilm: uma X-T2 e uma X-T3. O equipamento que, segundo ele oferece mais praticidade e variedade, também o acompanha em diversos shows de rock em São Paulo.

Fotografia e Rock’n’Roll
Fernando Pires
O cantor britânico Morrissey durante show no Espaço das Américas, São Paulo, em dezembro de 2018

Assim como nas corridas, começou a registrar shows despretensiosamente. Foi uma amiga, assessora da banda Sepultura, que facilitou sua primeira cobertura no palco. A banda, inclusive, depois usou as fotos de Pires em suas redes oficiais como divulgação.

Segundo ele, tanto na Fórmula 1 quanto nos shows, tudo acontece muito rápido. E é preciso estar atento para não deixar nada passar despercebido. E a segurança, para um fotógrafo que não tem tempo a perder, deve estar em seu equipamento.

Fernando Pires
Registro do show da banda Judas Priest, durante o Solid Rock 2018, que aconteceu no Allianz Parque

“Para o automobilismo você tem que ter um bom foco. No show, você tem que ter um bom ISO, equipamento variado e a rapidez”, diz. Comparando, ele explica que “a DSLR tem mais qualidade de sensor. Mas a mirrorless traz agilidade e é menor. Além de trazer uma coisa mais intimista”.

Fine art

O fotógrafo conta que a experiência de fotografar com mirrorless está lhe carregando para o lado mais fine art do registro. Questionado sobre como pensa sua fotografia, afirma que se preocupa em registrar o máximo de imagens possível.

”Eu estou curtindo esse lado. Estava a fim de uma mudança para ter um desafio na fotografia, para que eu pudesse encará-la de um jeito diferente. E eu estou adorando essa experiência. Pretendo fazer tudo daqui pra frente com ela. E, claro, sempre trocando de equipamento, mas agora dentro da mirrorless”, finaliza.

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