Família 2 anos atrás | Redação

Série Ciclos do Feminino: Infância

Um dia inteiro na vida de mulheres e seus diferentes momentos de vida; um convite visual ao autoconhecimento feminino

por Revista FHOX

A fotógrafa Grazi Ventura mergulha nos Ciclos do Feminino e a partir da fotografia documental apresenta um estudo, com sensibilidade e sem interferência, sobre mulheres e suas fases, da infância à mulher centenária.

A FHOX vai acompanhar e divulgar cada série realizada pela fotógrafa. As imagens captadas, as percepções e emoções de Grazi farão parte de um grande registro sobre o olhar de uma mulher para outra mulher. Acompanhe os “Ciclos do Feminino”:

CICLO DA INFÂNCIA, POR GRAZI VENTURA

Do 0 aos 7 ganhamos a consciência do EU, aprendemos a andar, falar e pensar. Vemos um mundo muito bom onde tudo queremos imitar e com tudo brincar. Nossa família é o centro do mundo. Dos 7 aos 14 começamos a VIVENCIA DO EU e a escola vira o centro de tudo.

Fotografar a minha filha quase todos os dias nos últimos 6 meses está sendo uma experiência riquíssima. Mesmo sendo fotógrafa, e talvez por causa disso, acabava fotografando-a esporadicamente, em um evento ou outro, em situações especiais, como todo mundo. No exemplo mais clássico do ditado “santo de casa não faz milagre”.

Porém desde o começo de 2016 (e daqui pra frente) eu tenho sempre uma câmera comigo, em cima da mesa de jantar, do criado mudo ou dentro do meu bolso. Troquei de celular para poder tirar fotos com qualidade sem precisar carregar câmera na rua, na escola, na padaria ou no parque.

Deixo também um tripé e um controle remoto sempre a postos para que eu possa aparecer nas fotos em alguns momentos que são nossos, como a hora do jantar, do filminho ou de dormir. Nesta parte do projeto acabei fazendo alguns auto-retratos também. Ela já até incorporou, pede para ficar com o controle para fotografar também ou, quando pego a câmera de cima da mesa ela já fala “é para o ‘Ciclos do Feminino’, mamãe”?

Com este exercício tenho prestado mais atenção nas pequenas coisas do dia a dia dela e meu, dando mais valor a cada momento. Fiquei mais atenta ao que acontece e acabo vivendo mais cada minuto com ela. Além disso, na edição e reedição, que já fiz umas mil vezes, revivo tudo de novo. Contar a história dela enquanto ela cresce tem sido como contar a minha própria.

Eu tenho certeza que este é um dos maiores tesouros que posso dar a ela e, no futuro, ela vai me agradecer por te registrado cada momento da sua vida, como onde viveu, as coisas que fez, o que aprendeu e, acima de tudo, o papel que cada pessoa que passou em seu caminho teve na escrita da sua história.

Afinal, somos feitos de histórias.