Autoral 1 ano atrás | Redação

Fotógrafo brasileiro se destaca nas arenas dos Estados Unidos

André Silva é considerado um dos principais fotógrafos do segmento, onde já atua há 17 anos

por Revista FHOX

A paixão pelo esporte mais radical do mundo levou o brasileiro André Silva a se destacar nas arenas dos Estados Unidos registrando grandes nomes da montaria em touros em campeonatos válidos pela PBR (Professional Bull Riders), principal organizadora de torneios dessa modalidade, e outros rodeios. Hoje, André Silva é considerado um dos principais fotógrafos desse segmento. Ao todo, são 17 anos dedicados a registrar grandes momentos deste esporte, sendo 12 deles em arenas por todo o Brasil também.

“Não consigo mensurar quantos quilômetros andei até hoje e quantos cliques fiz. Mas estive presente em vários momentos importantes em arenas como a de Barretos, Americana, Jaguariúna, São José do Rio Preto, e em arenas de eventos em Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Goiás”, comenta.

Atualmente, ele é o fotógrafo oficial da Real Time Pain Velocity Tour, um dos campeonatos promovidos pela PBR nos Estados Unidos. “Já fiz várias finais mundiais também e estive presente em grandes momentos do esporte, como as conquistas de mundiais dos brasileiros Silvano Alves e Guilherme Marchi, e até na despedida do ídolo Adriano Moraes”.Desafios

Uma das muitas razões pelas quais escolheu essa linha de trabalho é a paixão pela fotografia e amor pelos animais. “Ao longo dos anos eu trabalhei em diferentes tipos de arenas e encontrei situações nas quais eu tive que pensar muito e improvisar para obter os melhores resultados possíveis”.

Por isso o posicionamento dentro da arena é um importante fator para um fotógrafo de rodeios. A imprevisibilidade de um animal na arena durante sua apresentação faz com que o profissional precise estar sempre atento a tudo.

“Já passei sustos em arenas, com touros vindo em minha direção, por exemplo. E, mesmo assim, não deixei de registrar um grande pulo, ou um momento especial para o esporte.”, diz.

Outra dificuldade para o fotógrafo é com relação à iluminação. “A maioria dos eventos no Brasil é realizada em uma arena externa, o que significa que muitos fatores climáticos frequentemente interferiram durante o trabalho. Eu fotografei eventos durante tempestades de chuva, instalações precárias e em arenas onde a iluminação estava perto da perfeição”.

A informação principal quando se refere a fotos de ação é a velocidade, pois afeta diretamente o resultado da imagem nessa situação. “Atualmente, trabalho com a velocidade de 320 com flashes externos, sendo que o mínimo que eu recomendo é 180. A velocidade usada na câmera está diretamente conectada ao rádio e ao flash que você está usando, não apenas à câmera”.

Além do conhecimento técnico da fotografia, outra parte importante do seu trabalho é conhecer os animais e os atletas. “Durante todos esses anos trabalhando como profissional, aprendi que conhecer a forma como cada animal se apresenta é muito vantajoso, com o que eu preparo em conformidade e antecipo uma boa foto”.

Durante os 12 anos que trabalhou para a PBR Brasil, conheceu, praticamente, todos os animais e atletas. “Com essa informação, já estava antecipando o momento exato e o “salto” correto para capturar a imagem e a reação do atleta após o seu monte. Ao trabalhar com flashes, não é possível fazer uma seqüência de fotos, então preciso aguardar o momento exato para registrar a imagem”.

Equipamentos

André trabalha com uma câmera Canon (1D e 5D Mark IV), rádios PocketWizard e flash White Lighting (geralmente 4 ou 6 flashes simultaneamente). “Claro, dependendo do ambiente e da situação, as configurações podem mudar, mas normalmente a velocidade é definida em 320, abertura 5 e ISO no máximo de 500”.

De acordo com André, este é o cenário ideal dentro de uma arena. “Lembre-se, para este esporte em particular, o foco deve ser no Al Servo e em um único ponto”.

Alguns fatores que ajudam na captura de uma boa foto: posicionamento (dentro ou fora da arena) e instalação de flashes na arena, entre outros. “Pense em instalar flashes na arena desta forma: é basicamente montar um estúdio “gigante”. Você quer garantir que ambos os lados da arena sejam os mesmos. Quanto ao posicionamento na arena, eu realmente gosto de disparar a partir de um ângulo baixo para apreciar e capturar os saltos mais altos dos touros”, completa.

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