Autoral 1 ano atrás | Thalita Monte Santo

Através do nu artístico, fotógrafa provoca reflexões sobre angústias

por Revista FHOX

Conduzida por uma linha da Psicologia chamada Existencialismo Fenomenológico, Amanda Morais, 23, criou a série “Filografia”, uma reflexão sobre angústias e sentidos, feita através do nu artístico, da fotografia Fine Art e do surrealismo.

Foto: Amanda Morais

Suas imagens, segundo a própria fotógrafa, são decorrentes de diversas crises existenciais e estudos. A série foi uma tentativa de colocar para fora sentimentos e afirmar a sua identidade.

Foto: Amanda Morais

A natureza é um dos elementos mais marcantes em “Filografia”, segundo Amanda. Pois é através dela e sua relação com o ser humano que é construído os questionamentos da imagem.

“Tudo de mais incrível está ali, na natureza e nas pessoas. A complexidade, as texturas, as cores, os detalhes, tudo existe ali, cabendo a nós observar, receber os seus estímulos e criar com tudo aquilo que nos atravessou.”, explica.

Amanda, que fotografa desde 2015, tem como referência a arte renascentista em seus trabalhos. Entre suas maiores inspirações está Sandro Botticelli, autor de uma das obras de arte mais famosas do mundo: O Nascimento de Vênus.

Foto: Amanda Morais

Sobre sua maneira de trabalhar, Amanda conta que gosta de fotografar quando a cena visualizada lhe trás algum insight.

“Nesse momento eu não tenho outra opção a não ser registrar aquela iluminação, é como se eu estivesse recebendo uma revelação da minha própria mente e corpo no mundo. A temática vem através de uma intuição da minha mente, do corpo observando o mundo.”, conta.

Com a sua fotografia, a fotógrafa espera que as pessoas sintam-se tocadas, inquietas e descubram outras maneiras de enxergar a transmutação.