Autoral 4 semanas atrás | Thalita Monte Santo

Aïda Muluneh, uma fotógrafa para conhecer e se inspirar

Aïda Muluneh é uma fotógrafa versátil. Vai do fotojornalismo à fotografia artística. Seu trabalho surpreende pela riquesa em detalhes e cores.

por Revista FHOX

Nascida na Etiópia em 1974, a fotógrafa Aïda Muluneh deixou seu país ainda jovem e passou uma infância itinerante entre o Iêmen e a Inglaterra. Depois de vários anos em um colégio interno em Chipre, ela finalmente se estabeleceu no Canadá em 1985.

Em 2000 se formou em Cinema no Departamento de Comunicação na Howard University, em Washington DC. Logo após sua formatura, trabalhou como fotojornalista na Universidade de Howard. No entanto, seu trabalho pode ser encontrado em várias publicações internacionais.

Aïda Muluneh

Já como artista, seu trabalho foi exposto África do Sul, Mali, Senegal, Egito, Canadá, Estados Unidos da América, França, Alemanha, Inglaterra e China. Inclusive, uma parte de suas fotografias pode ser encontrada na coleção permanente do Museu Nacional de Arte Africana do Smithsonian, no Museu Hood e no Museu de Arte Bíblica dos Estados Unidos.

A fotógrafa recebeu ainda o Prêmio da União Européia em 2007, no Rencontres Africaines de la Photographie, em Bamako, Mali. Venceu o CRAF International Award of Photography, em Spilimbergo, Itália, e ganhou o CatchLight Fellow de 2018, em San Francisco, EUA.

Como uma das principais especialistas em fotografia da África, Aïda tem sido jurada em várias competições de fotografia. Entre elas, os mais notáveis foram o Sony World Photography Awards 2017 e o World Press Photo Contest 2017.

Ela também participou de vários painéis sobre fotografia em eventos como como cimeira cultural da União Africana, Art Basel e Tedx/Joanesburgo. Além disso, atualmente atua como embaixadora da Canon.

Aïda é o fundadora e diretora do Addis Foto Fest (AFF), o primeiro festival internacional de fotografia na África Oriental, realizado desde 2010 na cidade de Addis Ababa. Apesar de uma agenda cheia e um currículo de peso, ela ainda realiza curadorias, oficinas e desenvolve projetos culturais com instituições locais e internacionais. Vale a pena conhecer mais sobre o seu trabalho.