News 1 ano atrás | Thalita Monte Santo

Fotografias sobre a fuga dos Rohingyas ganha Prêmio Pulitzer 2018

As imagens foram feitas em setembro de 2017 e expuseram ao mundo a violência que os refugiados enfrentaram durante a migração.

por Revista FHOX

A série fotográfica da agência de notícias Reuters sobre a fuga dos Rohingyas, uma minoria muçulmana perseguida em Myanmar e obrigada a fugir em massa para o Bangladesh, foi a grande vencedora, na categoria de Fotografia de Reportagem, do Prêmio Pulitzer de Fotografia 2018.

Hamida, uma refugiada rohingya, chora agarrada ao seu filho, morto com apenas 40 dias, depois de o barco onde seguiam se ter virado – REUTERS/MOHAMMAD PONIR HOSSAIN

As imagens foram feitas em setembro de 2017 e expuseram ao mundo a violência que os refugiados enfrentaram durante a migração. Soe Zeya Tun, Damir Sagolj, Mohammad Ponir e Hossain Hannah McKay são alguns dos fotojornalistas que assinam as fotografias vencedoras.

Na série são retratadas as aldeias incendiadas da região, crianças cruzando rios a pé e outras marcas da crueldade extrema da “limpeza étnica” dos Rohingyas.

Para Stephen J. Alder, Editor-chefe da Reuters, “a fotografia extraordinária do êxodo em massa do povo Rohingya para Bangladesh demonstra não apenas o custo humano do conflito, mas também o papel essencial que o fotojornalismo pode desempenhar em revela-lo”, conta.

O primeiro Pulitzer da Reuters veio em 2008 para a foto de Adrees Latif de um cinegrafista japonês fatalmente ferido durante uma manifestação de rua em Mianmar. Mas a agência de notícias já havia conquistado o prêmio Pulitzer em 2014, por uma reportagem internacional de Marshall e Jason Szep, sobre a violenta perseguição aos Rohingya, que vem se tornado vítimas de redes predatórias de tráfico humano.

A equipe de fotografia da Reuters também ganhou em 2016 por fotos da crise dos imigrantes sírios na Europa.

Os prêmios Pulitzer são atribuídos anualmente nos EUA em 21 categorias, desde 1917. Cada vencedor recebe um prémio pecuniário de 15 mil dólares, financiado pela herança de Joseph Pulitzer (1847-1911), um empresário norte-americano de origem húngara, que fez fortuna com o negócio dos jornais.

Fundador de uma das mais antigas escolas de jornalismo do mundo, Pulitzer deixou parte da fortuna à Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque.