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Uma jovem fotógrafa brasileira envolvida com a arte e com a nova fronteira do NFT

Série Interditos - Karla Noronha

Karla Noronha, de João Pessoa, atua em várias frentes tanto na parte artística quanto a novíssima área promissora do NFT

Karla Noronha começou na fotografia em 2014 após a conclusão do mestrado em comunicação na UFPB. “Eu senti a necessidade de trabalhar com alguma coisa criada e produzida por mim e que fosse mais prazerosa. Escolhi a fotografia porque foi algo que eu me encantei na época que cursava a graduação em Comunicação Social na UFPB e foi a primeira coisa que veio na minha mente quando decidi ir além do que o mercado de trabalho tradicional tinha para oferecer” conta. Ela contou para a FHOx que a fotografia sempre fez parte da sua vida já que a mãe tinha uma câmera de filme da Kodak e fazia registro de eventos familiares e outras vezes contratava fotógrafos para fazer os registros. “Fiz um curso básico para me atualizar. Então, comecei a fazer fotografia de eventos e ensaios. Depois de alguns anos senti a necessidade de criar um estilo e de produzir trabalhos autorais porque eu costumava participar de saídas fotográficas em grupo para vários lugares, inclusive já fazia fotografia de rua e não me dava conta porque estava bastante conectada com o segmento de eventos e ensaios. Mas foi ainda em 2014 que comecei a criar meu primeiro projeto de fotografia de rua de forma bastante intuitiva”. Karla conversou com a FHOX para falar de tudo que tem feito na fotografia e sua participação mais ativa com o NFT. Confira e aproveite para seguir Karla nas redes sociais clicando aqui: Karla Noronha | Foto e Vídeo (@karlanoronhafotografia) • Fotos e vídeos do Instagram

FHOX – como define seu estilo hoje?

Karla Noronha – Atualmente consigo definir meu estilo dentro da fotografia artística, usando a cor como linguagem, o hibridismo (combinação de fotografia com outras linguagens) e a manipulação de imagem. Aplico essas técnicas de acordo com o propósito de cada projeto. Acredito que ter um objetivo para criar uma série de imagens ou apenas uma única imagem é fundamental para desenvolver um processo criativo em fotografia e fazer o projeto ter sucesso.

FHOX – o que te levou para começar a entrar no NFT? O que acha dessa tecnologia?

Karla Noronha – Em primeiro lugar, eu sempre gostei de tecnologia e tenho facilidade de compreender e usar. Em segundo lugar, a fotografia sempre foi tecnológica. Então, quando tomei conhecimento do NFT comecei a me perguntar sobre como essa tecnologia da web 3.0 poderia agregar valor e expandir as minhas oportunidades de trabalho porque eu acredito que a tecnologia existe para nos ajudar a crescer pessoalmente e profissionalmente. Porém, quando comecei a buscar conteúdo sobre o tema percebi que está muito voltada para design, jogos, motion graphics e realidade virtual. É um mundo a ser explorado pela fotografia com infinitas possibilidades de uso.

FHOX – Como vê o mercado da arte e da fotografia no Brasil hoje?

Karla Noronha  – O mercado de arte hoje abriu as portas para diversas linguagens inclusive para a fotografia nos permitindo desenvolver e exibir trabalhos mais criativos que tiram a fotografia do nível da contemplação para a imersão, do bidimensional para o tridimensional. A fotografia hoje pode e deve ser mais criativa, precisa provocar o espectador a refletir e pensar sobre o que ela conta e a tecnologia é nossa aliada número um. Temos a necessidade de interagir e contar história pela fotografia e é por isso que a fotografia de celular cresceu tanto e os aplicativos de celular nos oferecem recursos quase infinitos edição e criação com uma imagem. 

Quarentena Experimental – Karla Noronha

FHOX – onde busca referências para se inspirar e criar?

Karla Noronha – Tenho alguns livros que uso como referência para a ideação e planejamento dos projetos. Mas atualmente tenho encontrado muitas referências no instagram para fotos de autorretrato feminino, fotografia de rua e ensaios femininos e profissionais. A fotógrafa Danny Bittencourt é uma referência de fotografia híbrida que encontrei nas redes sociais.

FHOX – qual futuro espera para seu trabalho?

Karla Noronha – Expandir meu trabalho a nível Brasil e exterior com os projetos de fotografia de rua e autorretrato feminino. Além disso, investir na criação de conteúdo online.

Fé Profana – 2017 – Karla Noronha

FHOX – como lidou com as questões e desafios da pandemia?

Karla Noronha – A pandemia me afetou bastante em termos de trabalho porque a fotografia não é considerada um serviço essencial. Porém, foi uma oportunidade de colocar no papel e organizar projetos autorais e entrar no segmento cultural participando de exposições virtuais, produzir vídeos conceituais e artísticos. Tive a oportunidade de melhorar alguns aspectos do meu trabalho como por exemplo: aprendi a fazer projetos expográficos, reeditar séries de imagens, estudar sobre projetos expositivos e educativos, compartilhar meu processo criativo em forma de oficina virtual e vídeo formação e produzir coletivamente. 

FHOX – Fale do seu Fotolivro e de outros projetos que curtiu criar? o da fotografia de rua, por exemplo…

Karla Noronha  – Tenho um projeto de um fotolivro pronto para ser lançado. Eu curti criar ele porque as fotos do projeto contam a história de um pequeno objeto (Aldrabas) presente nas portas dos antigos casarões da cidade de São Luís, no Maranhão. Além da história do objeto em si, eu conheci e aprendi sobre a história de uma cidade do nordeste que ainda guarda marcas da colonização portuguesa e da nossa superstição e busca por objetos de proteção. Fotografei a história de um lugar do Brasil com o celular a partir de um detalhe que costuma passar despercebido e tem sido extraído das portas dos casarões antigos. Isso é fascinante e provocador!

Outro projeto que é muito importante chama-se Fé Profana. Foram 3 anos fotografando e descobrindo uma festa popular e religiosa da cidade de João Pessoa chamada Festa das Neves (Festa de Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade). Começou como uma atividade de um curso de fotografia que me fez imergir na história da cidade e na minha própria história porque aquela festa de rua que acontece apenas uma vez por ano ativou a memória da minha infância no interior do Ceará.

Esse foi meu primeiro projeto autoral de fotografia de rua que me trouxe as primeiras oportunidades de participar de exposições em galerias de arte. Ou seja, abriu as portas para novas experiências e novos projetos, incluindo a sala de aula. Sim, eu comecei a dar aula pela e por causa da fotografia. A fotografia expandiu minha percepção do mundo, minha criatividade e me trouxe muitas oportunidades!

Quarentena Experimental – Karla Noronha

FHOX – Como vê essa obrigação da gente ter que estar nas redes sociais?

Karla Noronha – Eu já fui muito resistente a isso! Mas recentemente percebi que essa obrigação é uma necessidade porque as pessoas agora interagem no mundo digital também. É um espaço de compartilhamento de conteúdo, de buscar novas oportunidades de trabalho e expandir nosso trabalho. Acredito que temos que quebrar esse pensamento de que a rede social é só para diversão ou se exibir sem propósito e conteúdo. Reforço que podemos e somos capazes de extrair o melhor da internet e das redes sociais para nosso crescimento. Como diz o ditado: quem não é visto, não é lembrado! Mas para isso acontecer a gente precisa estudar, se preparar e experimentar novas maneiras de se fazer presente no mundo virtual. Hoje a internet é o primeiro espaço de buscar informação e referências.

FHOX – Por que tão poucos brasileiros estão no NFT? 

Karla Noronha – Creio que vários fatores são determinantes para isso. Primeiro, temos algumas gerações de pessoas que não foram educadas com a tecnologia e isso gera uma resistência. Segundo, poucos já entendem que uma fotografia digital ou qualquer outra obra de arte pode ser digital e disponibilizada virtualmente porque estamos acostumados a ver e consumir arte de forma física e materializada. Terceiro, ainda estamos numa fase de transição e integração entre mundo físico e virtual. Todo dia tem uma novidade tecnológica, mas pouco explicada e experimentada pela maioria das pessoas e dos profissionais da fotografia e das artes. Por fim, existe um certo medo porque não conseguimos prever com exatidão os resultados que podem ser alcançados no digital. Por mais que a gente planeje antes de executar só a experimentação vai mostrar o caminho e as mudanças que serão necessárias fazer quando a gente coloca um NFT na internet.

FHOX – o que espera atingir com o NFT na fotografia?

Karla Noronha – Espero atingir novos mercados, me conectar com profissionais de outros lugares para desenvolver projetos criativos e filantrópicos porque eu acredito que a fotografia é um segmento com possibilidades de produção gigante e quando aliada a tecnologia e a criatividade isso se torna praticamente infinito.

Anonymous – Karla Noronha

FHOX – como vê o avanço do vídeo em tudo na internet?

Karla Noronha – Algum tempo atrás eu pensava que o avanço do vídeo seria mais um modismo e não aderi a isso nas minhas redes sociais e no site. Mas recentemente participei de um curso sobre produção de vídeos curtos para internet e percebi que o vídeo é também uma necessidade de oferecer conteúdo de forma mais dinâmica e rápida porque as pessoas têm pressa em consumir informação e entretenimento. Nós que trabalhamos com produção de imagem precisamos experimentar o vídeo além do entretenimento produzindo conteúdo de qualidade em pequenos formatos para atrair as pessoas para o mercado cultural e de arte. Pode ser uma ferramenta para educar as pessoas e ajudá-las a encontrar arte de qualidade e acessível porque arte e cultura também estão inseridos no mundo da educação. Automaticamente atraímos público para apreciar e consumir nossas produções também.

FHOX – qual seu grande sonho?

Karla Noronha – Com a descoberta e compreensão dessa nova fase do mundo digital eu pretendo mergulhar fundo nas novas tecnologias para expandir os projetos que já tenho e criar outros integrando fotografia digital, tecnologia e novas linguagens.

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