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Um talento da fotografia brasileira, agora em fase internacional

Hugo Rodrigues consolidou uma carreira como referência nacional na fotografia social e agora inicia nova fase com a mesma competência nos Estados Unidos

O pernambucano Hugo Rodrigues iniciou na fotografia em 2006 e de lá para cá consolidou uma carreira de referência. Primeiro como fotojornalista para depois ter destaque na área de casamentos. Trabalho premiado e reconhecido pelas mais importantes e respeitadas associações nacionais e internacionais do ramo como é o caso da Sociedade Internacional de Fotógrafos de Casamentos,  Fearless Photographers, Inspiration Photographers, ISPWP e WPJA . Na área publicitária, atuou para marcas como a Coca-Cola, Tintas Coral (Akzo Nobel), entre outras marcas de renome. Rodrigues foi o quinto fotógrafo do país e primeiro do nordeste a fazer parte da BWP (Best of Wedding Photography), grupo de altíssimo padrão e que tem um seleto time de membros. Como todo bom profissional inquieto, decidiu encarar desafios e investiu na área de publicidade e corporativa.  Rodrigues já clicou campanhas internacionais para marcas como Bateria Moura e Terphane (com sede em Nova York). “Esse trabalho foi importante para o inicio do meu reconhecimento internacional” contou para a FHOX. Rodrigues contou ainda sobre os novos desafios, transformações do mercado e como vê o potencial do mercado da fotografia.

Fotos: Hugo Rodrigues

FHOX – Como começou na fotografia e qual avaliação faz da sua carreira desde que começou até aqui?

Hugo Rodrigues – Eu estava cursando Direito e mais ou menos na metade do curso, montei um site de cobertura fotográfica de festas, baladas, shows, etc. Tudo começou com uma brincadeira que não tinha objetivo de profissão, porém pessoas me procuravam para me incentivar a investir na fotografia como carreira porque diziam que minhas fotos eram diferenciadas em relação aos outros sites do mesmo segmento. Nesse período, através de amizades e olhares para minha fotografia recebi o convite para fazer um freela, onde eu seria a pena o 2º fotógrafo “tapa buraco” uma vez que já existia o fotógrafo principal, para uma grande editora, em um evento da Casa Cor PE 2006, nesse evento até eu me surpreendi com as fotos que produzi e logo de cara tive a grata surpresa de na matéria terem usado várias fotos que eu tirei e para surpresa maior ainda, uma foto que fiz sem pretensão, ilustrou a abertura da matéria em página dupla. Ver minha arte impressa despertou algo em mim, uma paixão desconhecida até então, que passou a crescer a cada dia. Após esse freela e o retorno desse trabalho, a editora me ofereceu um contrato e o que era uma brincadeira passou a ser uma profissão. Então minha mãe, que era gerente de um grande buffet na época, me sugeriu fotografar também festas de casamento, só as festas, sem cerimônia e making, para publicar no site. Essa ideia foi pioneira no segmento de site que eu tinha e me rendeu vários contratos que me inseriram de fato no mercado de casamentos, onde até então eu fazia apenas a balada do casamento sem ser o fotógrafo principal. Porém em pouco tempo começaram a surgir propostas para eu ser o fotógrafo principal do casamento e não apenas registrar as baladas para o site, mas por insegurança, só topei com a condição de não ser o fotógrafo principal, uma vez que achava irresponsável aceitar ser o principal sem ter experiência. Com o passar do tempo adquiri conhecimento, confiança e paixão pelos casamentos e depois de vários casamentos que fotografei para o site, passei a fotografar sozinho um casamento completo. Quando eu vi já estava 100% imerso no mundo da fotografia a ponto de largar a faculdade de Direito no 7º período.

Minha carreira foi uma grata surpresa, um dom desconhecido e que estava guardado, mas que no momento que iniciei, as propostas e contratos surgiram muito rápido e sem esperar. Houveram altos e baixos no decorrer da carreira, como em qualquer profissão, mas no geral me rendeu bons frutos e me rende até hoje, como por exemplo, minha vinda para os EUA.

FHOX – O que mais aprecia no processo do trabalho de fotógrafo e como define seu estilo na fotografia?

Hugo Rodrigues – Pode parecer piegas, mas o fato de ser um eternizador de histórias e poder contá-las através do meu olhar, misturando tudo isso com arte e congelando momentos especiais no tempo me encanta demais. Saber que alguém pode se emocionar com uma foto que tirei a 10 anos atrás é muito gratificante para mim.

Essa é uma definição que eu não tinha parado para pensar, mas através de uma entrevista cedida à própria FHOX que me definiu como, em casamentos, um fotógrafo romântico, tanto que a abertura da matéria foi Romantismo no Fotojornalismo. Na publicidade e na fotografia corporativa, eu acho que continuo com a mesma essência, pois gosto de conversar e entender a história e os sentimentos do cliente e passar isso na fotografia seja de produtos, uma multinacional ou qualquer coisa que eu vá registrar.

FHOX –  Na sua carreira recebeu diversos prêmios. Como foi isso para você e o quanto isso ajuda na marca e no trabalho?

Hugo Rodrigues – Foi muito bom para mim e minha carreira, me possibilitou receber propostas para fotografar fora do país, apesar de não ter ido na época dos prêmios, porém conheci boa parte do Brasil muito por conta disso, pois meu nome circulou no mercado daqui e de fora me rendendo amizades com fotógrafos internacionais, assim podendo ter acesso a maneira, formas e culturas fotográficas mundo a fora e me enriquecendo muito fotograficamente, como pessoa e como empresa.

FHOX – Como nota a transformação da fotografia num mundo tão digital. E a importância do fotógrafo como um contador de histórias segue importante?

Hugo Rodrigues – Foi muito bom. No meu entendimento, o digital em nada afetou a fotografia, pelo contrário, abriu novas oportunidades no mercado fotográfico, pois o mundo digital é muito de imagem. Você não vê um site apenas com textos, tem que ter uma imagem ilustrando algo, ajudando a contar a história, o que abriu novas portas para os fotógrafos. Eu por exemplo, já fiz vários trabalhos apenas para o meio digital, sem impressões.

FHOX – Como lidou com a pandemia e qual foi o grande aprendizado neste período como profissional e também na parte pessoal?

Hugo Rodrigues – A pandemia foi muito difícil para mim, onde muitos dos meus contratos foram congelados sem prováveis datas de execução. De uma hora para outra me vi sem trabalho e tive que me reinventar, aprendi a filmar e trabalhar com marketing digital, onde as experiências que tive trabalhando nas agências me foram muito válidas para inserção nesse mercado de marketing digital. A pandemia foi um dos grandes motivos de ir para os EUA, pois foi umas das minhas formas de reinvenção e ela me ensinou a sair da minha zona de conforto e não me fechar a apenas um tipo de conhecimento, uma vez que a fotografia tem várias vertentes como a filmagem, por exemplo.

FHOX – Como avalia seu momento hoje na fotografia e o que espera de 2022?

Hugo Rodrigues – Um momento de reinvenção de ideias e caminhos a seguir. Dessa vez com a mente muito mais aberta para vários caminhos que eu possa trilhar dentro da fotografia. Então espero para 2022 que essa mudança de vida tanto pessoal como profissional me torne uma pessoa, um fotógrafo melhor e que eu saiba aproveitar todas as oportunidades que me forem oferecidas aqui nos EUA.

FHOX – Como tem sido a vida por aí?

Hugo Rodrigues – Ainda estou conhecendo o mercado fotográfico dos EUA, mas já percebi diferenças como: a contratação por hora, a facilidade em ter acesso a excelentes equipamentos por valores acessíveis, logo um fotógrafo iniciante já pode começar com uma câmera, lente top, fazendo com que o dom se sobressaia e não a qualidade dos equipamentos, diferente do Brasil onde você vai construindo seu material aos poucos devido ao alto custo dos equipamentos e isso leva anos, muitas vezes. Já aqui o fotógrafo tem oportunidade de mostrar seu talento e fazer imagens extraordinárias já que tem acesso aos melhores equipamentos e o dom com bons equipamentos rendem boas imagens. No mais, estou aqui buscando aprender mais a cada dia sobre essa área tão fascinante que é a fotografia.

FHOX – A fotografia comercial e publicitária é uma tendência crescente? Como tem sido a sua atuação nesse segmento?

Hugo Rodrigues – Acredito que a fotografia publicitária é crucial, não apenas tendência, uma vez que a história sempre foi divulgada publicitariamente através de imagens e fotos e acho que isso nunca vai morrer. Eu comecei dentro de um editorial jornalístico e publicitário, fui para o meio de casamento onde quase me dediquei exclusivamente a esse mercado, porém sempre mantive trabalhos no meio da fotografia publicitária. Quando decidi largar os casamentos e voltar para fotografia publicitária pude me dedicar exclusivamente a esse mercado que abriu grandes portas para mim, e mais uma vez, me vi realizado na fotografia. O mercado da fotografia publicitária, hoje, é uma paixão tão grande quanto a que eu mantive pelos casamentos e acredito que pela quantidade de agências que pude trabalhar e quantidade de grandes campanhas publicitárias que foram ilustradas com minhas imagens, acredito que tive e estou tendo sucesso!

FHOX – Hoje todo mundo tem um smartphone, mas quando você começou a transição da fotografia digital ainda era tímida. O que mais te encanta nesta grande revolução que ocorreu no mercado nos últimos anos?

Hugo Rodrigues – Me encanta o fato da fotografia ter se tornado algo realmente universal, pois antigamente, de fato, era para poucos, uma vez que os equipamentos não eram acessíveis financeiramente a todos. Hoje todo mundo tem na ponta dos dedos uma forma de eternizar momentos especiais, seja de forma bonita, com técnica ou não, nesse sentido o que vale é o sentimento do registro. Hoje por exemplo, estou nos EUA e minha esposa, que não é fotógrafa, vive me mandando registros dos nossos filhos em momentos marcantes e importantes, ou seja, nossa história não deixou de ser eternizada porque, eu fotógrafo, não estou lá.

FHOX – Você se formou fotojornalista. O fotojornalismo segue como algo importante na sua conduta de fotógrafo? como?

Hugo Rodrigues – Eu entendo que o fotojornalismo é a forma fotográfica de contar histórias. Quando surgiu, o fotojornalismo, foi para ilustrar histórias e contar a realidade do acontecimento que estava sendo descrito por algum texto. Então, o fotojornalismo é e sempre foi muito importante no meu trabalho porque eu sempre busco conhecer a história do meu cliente ou produto para então registrar por meio das minhas imagens a história que me foi passada. Nos casamentos eu tentava contar a história daquele casal e do que aconteceu naquele dia e na publicidade tento fazer o mesmo trazendo através das imagens todo um contexto de vida da marca que eu estou registrando.

FHOX -. Como vê a concorrência no mercado hoje com tanta gente que entrou no ramo?

Hugo Rodrigues – Eu nunca vi a concorrência como problema, já fiz parte de vários debates em fóruns de fotografia e em grupos de Whatsapp com fotógrafos amigos sobre precificação, concorrência e sempre falava que tinha mercado, preço para todo mundo, que sempre terá público para todos. E quando se levantava a questão do concorrente cobrar valores abaixo do mercado, para mim, isso é algo que afeta apenas ele e o próprio mercado trata de derrubar ou estagnar esse profissional, mas isso não é algo preocupante, pois acredito que cada um tem seu público e deve saber como e quanto cobrar. Então não acho que a concorrência atrapalha, acho ela saudável porque nos impulsiona a ser e oferecer sempre o melhor para se destacar e isso é ótimo para o mercado e para os clientes. Além de que quando você atinge seu público ele não vai atrás de você por preço, mas sim pela identificação e qualidade do seu trabalho, então quando você atinge esse patamar acabou qualquer tipo de concorrência, já que você atingiu o público que se encanta com sua arte e seu olhar e esse é o grande desafio da fotografia.

FHOX – O que considera como mais importante na conduta de um profissional? se tivesse que dar conselhos para um iniciante?

Hugo Rodrigues – A pessoa precisa galgar o que é dele sem tentar querer o que é do outro, pois o que é dele está guardado e no momento certo será revelado. Nesse caminho o profissional deve sempre estudar, se reciclar e se empenhar em busca do objetivo que, caso ele tenha talento, na hora certa vai acontecer.

Para o iniciante eu diria que ele fosse com tudo, mas com os pés no chão, sem orgulho para entender a fase do caminho que ele está, já que o orgulho é algo que, em algum momento, derruba e a queda é difícil. Então se ele tem talento, uma hora vai acontecer, mas não deixe de estudar, fazer network, cumprir prazos, pois a fotografia é uma arte que deve ser levada a sério, então seja profissional desde o início.

FHOX –  Seu trabalho já saiu na FHOX em edições impressas e sua marca é reconhecida no país e lá fora. Qual a sensação desse reconhecimento?

Hugo Rodrigues – Uma das coisas mais gratificantes que eu acho que deve existir na carreira de qualquer pessoa é ver seu nome impresso em grandes publicações como a FHOX e ser reconhecido nacional e internacionalmente, vendo seu nome ser levado aos quatro ventos, ou seja, ver que seu esforço deu certo. Tem uma frase que não sei de quem é, mas acho ela interessante: “trabalhe com o que você gosta e você não vai trabalhar nenhum dia da sua vida”. E a fotografia foi e é muito isso para mim. Esse reconhecimento é sempre um gás para continuar buscando melhorar sempre. Agora é preciso tomar cuidado com o ego para não se perder, então ter sempre os pés no chão é um grande cuidado além de ter uma base sólida e a ajuda de pessoas para lhe orientar e lhe devolver ao chão, caso seja preciso.

FHOX – . Como vê a importância do marketing? O que você procura fazer quanto a isso?

Hugo Rodrigues – Eu acho que o marketing é importante para tudo, pois desde que o mundo é mundo, produtos que se consolidaram fizeram uso de um bom marketing proporcionando uma boa visibilidade. O marketing bem feito é importante para qualquer seguimento e na fotografia não é diferente. Em relação ao meu trabalho irei continuar fazendo o marketing como sempre fiz (redes sociais, exposição das minhas imagens, um network, etc), pois foi algo que deu certo para mim e minha carreira. Agora preciso entender a forma do marketing americano e adequar o que sempre fiz a isso para continuar seguindo minha carreira, senão melhor, mas pelo menos como ela está hoje.

FHOX -. O fotógrafo não deveria atuar em várias frentes como fotografia de imóveis, autoral e misturar um pouco de tudo. O que acha disso?

Hugo Rodrigues – Eu acho que o fotógrafo deve aprender e aproveitar um pouco de tudo para identificar quais áreas faz melhor e então investir e focar nisso, uma vez que passar a vida toda fazendo de tudo não permitirá que ele tenha excelência em nada. O mercado é aberto e você deve aproveitar as oportunidades até encontrar o que você faz melhor e investir, mesmo que sejam um, dois ou três segmentos da fotografia.

FHOX –  O que acha do avanço do vídeo também no mundo da fotografia?

Hugo Rodrigues – Eu nunca havia me interessado por vídeo até alguns anos atrás, apesar de sempre achar fascinante a galera que fazia os vídeos publicitários, mas meu lance sempre foi a direção fotográfica dos vídeos, como procurar os ângulos, criar uma cena na minha cabeça e a partir dela orientar meus clientes, a movimentação da câmera, etc, mas colocar a mão na massa e filmar nunca foi meu interesse, até 2018 que foi quando comecei a brincar com isso e em 2020, com a chegada da pandemia, surgiu a oportunidade de me inserir nesse meio também. O vídeo nada mais é que vários quadros fotográficos passando em fração de segundos, então a base do vídeo é a fotografia, toda montagem de um vídeo vem da direção de fotografia e hoje com as ferramentas de tecnologia que existem no mercado, os diretores de fotografia tem conseguido criar muito mais, assim como os próprios profissionais de vídeo. Mas é algo que desejaria me aprofundar mais, pois acho fascinante.

Hugo Rodrigues. Agora em nova fase internacional

FHOX –  Qual o seu grande sonho?

Hugo Rodrigues – Hoje fotograficamente, eu não tenho nenhum sonho, não porque eu não tenha mais o que conquistar, pelo contrário, tenho muito a alcançar ainda, apenas não é mais uma meta de vida. Já alcancei muitos sonhos na fotografia como ter meu escritório, ser reconhecido, ter meu estúdio, fotografar nacional e internacionalmente, conhecer várias culturas entre tantas outras coisas, logo a fotografia foi muito generosa comigo, pois me entregou muitas coisas e em pouco tempo, não deixando muito espaço para sonhar já que sempre estava alcançando metas. Hoje meu sonho e meta é proporcionar o melhor do mundo a minha família, e como sempre foi na minha vida, é a fotografia que está me possibilitando alcançar mais esse sonho.

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