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Sebastião Salgado é premiado com Praemium Imperiale

Rio de Janeiro - O fotógrafo e ambientalista Sebastião Salgado, fundador do Instituto Terra, fala sobre a homenagem do 16º Prêmio Personalidade da Câmara de Comércio França-Brasil do Rio de Janeiro (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Premiação japonesa é considerada o equivalente ao “Nobel das Artes”

O fotógrafo Sebastião Salgado (77) foi um dos ganhadores deste ano do Praemium Imperiale do Japão. Premiação que é considerada como um verdadeiro “Nobel das artes”. Cada premiado vai receber o equivalente a R$ 700 mil reais. A cerimônia de entrega tradicionalmente ocorre em outubro em Tóquio, mas esse ano com a pandemia não será realizada presencialmente. Salgado foi agraciado na categoria de pintura, pelas suas imagens que retratam “com grande sentido estético o estado dos mais pobres e a degradação do meio ambiente”.

Sebastião Salgado: Amazonia – COPYRIGHT Bookshop

Amazônia – O trabalho mais recente de Sebastião Salgado mostra os povos indígenas da Amazónia. As imagens foram publicadas no livro “Amazónia” e também virou exposição. “Nesse trabalho, eu quis fotografar a Amazónia viva. A Amazônia morta, destruída pelo garimpo e pelo fogo, eu não procurei”, avançou o fotógrafo numa entrevista recente à Veja. A série de fotografias na Amazónia foi realizada entre 2013 e 2019, e serão expostas no Brasil em 2022.

Sebastião Salgado

O Praemium Imperiale é concedido anualmente pela Associação Japonesa de Arte desde 1989, por sugestão da família imperial japonesa em memória do príncipe Takamatsu (1905-1987). Ele homenageia cinco categorias: pintura, escultura, música, arquitetura e cinema e teatro, todas áreas das artes não consideradas pelo Prêmio Nobel. O arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha foi agraciado com o prêmio em 2016. Oscar Niemeyer foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio, em 2004. Agora é a vez do importante fotógrafo