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Riscos do uso abusivo do açúcar

A colaboração de Renata Bragatto traz uma foto e um alerta sobre os riscos do consumo excessivo de açúcar

por Revista FHOX

Por Renata Bragatto

Foto: Renata Bragatto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a pandemia continua devastando o Brasil. De acordo com dados apresentados pelas Secretarias Estaduais de Saúde, na presente data existem 1.228.114 casos confirmados no país e 54.971 registros de óbitos. 

A transmissão da doença ocorre através de gotículas liberadas pela tosse, fala ou espirro, assim como, após tocar objetos infectados com o microrganismo e em seguida levar as mãos aos olhos, nariz ou boca. Nesse contexto, a estratégia mais efetiva para reduzir o contágio é diminuir o contato social. 

Com o distanciamento social, os hábitos alimentares da população apresentaram mudanças, os alimentos se tornaram uma válvula de escape para os ansiosos, promovendo o aumento significativo da venda de guloseimas e doces. Isso ocorre porque a ingestão de açúcar está associada com a produção do neurotransmissor serotonina, responsável pela regulação do sono, do humor, entre outros. Contudo, também pode provocar danos ao organismo.

Atualmente a obesidade é considerada um grave problema de saúde pública causado pelo uso excessivo do açúcar, além disso, é um fator de risco para o desenvolvimento de hipertensão, diabetes e câncer. 

Estudos evidenciam que o açúcar é tão viciante quanto a cocaína, pois quando o ingerimos, o organismo eleva os níveis de dopamina. Esta é um neurotransmissor que atua no controle de sensação de prazer, se utilizado em excesso e com frequência, os níveis de dopamina diminuem, estimulando novamente a necessidade de consumir açúcar.

  Uma pesquisa realizada pelo jornal Estadão de São Paulo mostrou que de 2006 a 2018, o número de brasileiros obesos aumentou em 68% e mais da metade da população está acima do peso. Outro apontamento evidenciado por este estudo revela que o Brasil é o quarto maior consumidor de açúcar do mundo.

De acordo com estudos realizados pelo Atlas do Diabetes, o número de diabéticos no Brasil em 2017 foi de 12,5 milhões de pessoas e a estimativa para 2045 é de 39 milhões. Ressalta-se a ausência de conhecimento da população acerca dos riscos referentes a doença.

A Diabetes Mellitus é uma doença crônica causada pela ausência ou redução da produção de insulina no organismo, contribuindo com 40% das patologias cardiovasculares (Associação Nacional de Diabetes, 2020).

A cada 4 pessoas com diabetes uma pode desenvolver complicações cardíacas, digestivas, renais, neurológicas, entre outras. No caso das alterações circulatórias, provocam a obstrução de vasos sanguíneos e comprometem os membros inferiores, promovendo o desenvolvimento de úlceras e infecções nos pés, o denominado “pé diabético”. Este apresenta maior suscetibilidade de desenvolver lesões devido ao comprometimento do sistema nervoso que causa à redução da sensibilidade dos pés, e em casos mais extremos, há necessidade de amputação do membro. Além disso, existe a dificuldade no processo de cicatrização causadas por complicações cardiovasculares provocadas pelo bloqueio ou a diminuição da circulação sanguínea. 

O uso do açúcar não é responsável pelas complicações apresentadas neste trabalho, mas sim, o consumo excessivo deste produto. É fundamental avaliar os alimentos consumidos, evitando produtos industrializados e ingerindo uma quantidade aceitável de açúcar. Para manter a qualidade de vida, é necessário mudar nossos hábitos diários através de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. 

Sobre a fotografia que ilustra o texto – Tenho Nattakong Jaensem como referências visual para o desenvolvimento deste trabalho. A imagem foi feita em estúdio, utilizei uma luz lateral suave e depois manipulei a mesma no Adobe photoshop.