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Riboud foi um dos grandes nomes da fotografia humanista

Riboud nasceu em Lyon, em 1923. Suas primeiras fotografias foram feitas com uma câmera Vest-Pocket, presente de seu pai quando completou 14 anos

por Revista FHOX
Marc-Riboud-Marc Riboud

Faleceu na última terça-feira, 30, Marc Riboud, um dos pilares da agência Magnum junto com Henri Cartier-Bresson e Robert Capa. Engenheiro formado, o fotógrafo correu o mundo construindo uma obra gigante e humanista dentro do fotojornalismo.

Marc Riboud, célebre fotógrafo e repórter francês, ganhou a sua primeira máquina fotográfica aos 14 anos e desde então produziu imagens tocantes, sempre sem reenquadramento, são verdadeiras cenografias que capturam espaço e sentido em um só clique.

Riboud foi um fotógrafo viajante. Passou longos períodos na Índia, China e Japão, cobriu os movimentos de independência na Argélia e na África subsaariana nos anos 1960. Foi um dos raros fotógrafos que realizaram reportagens no sul e norte do Vietnã entre 1968 e 1969. Ganhou inúmeros prêmios, como o Nadar, há quatro anos, por seu livro “Vers L’Orient”.

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“O pintor da torre Eiffel”, a imagem de um operário em equilíbrio na torre Eiffel, e “A menina com a flor”, aquela de uma militante contra a guerra do Vietnã, face a soldados armados diante do Pentágono, são algumas de suas mais famosas fotos.

Marc-Riboud-10Marc Riboud

Colaborou com LifeParis MatchSternGéo Le Nouvel Observateur. As fotos feitas em Cuba, em 1963, quando encontrou com Fidel Castro, estão expostas neste momento no Festival Visa para a imagem, em Perpignan.

Confira algumas imagens feitas por Marc Riboud: