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Resposta Rápida: o que fazer para começar ou se reposicionar na fotografia?

Um ano depois, fotógrafos e negócios de fotografia buscam adaptações e maneiras de sobreviver dentro do nosso ramo. O que dá para fazer?
man in black hoodie standing on brown grass field during daytime

Ontem ao final de uma apresentação online da Escola de Negócios FHOX uma das participantes disse: “o que as pessoas comuns que não tem condições financeiras e acesso a tecnologia podem fazer?”. Ela perguntou se deveria tentar abraçar tudo ou focar em algo específico. A pergunta dela é recorrente mesmo antes da pandemia. Após 12 meses desse quadro se tornaram ainda mais frequentes questionamentos sobre: o que vai acontecer? o que posso fazer para me manter na fotografia? Coisas desse tipo são tão importantes. A primeira coisa para pensarmos é que estamos na era da incerteza e não é só na fotografia. A economia é feita de pessoas e o desafio sanitário se impõe diante disso. Se puder e quiser mergulhar no assunto da imprevisibilidade sugiro que assista a isso: A ERA DA INCERTEZA NA FOTOGRAFIA.

man wearing black jacket looking at black point-and-shoot camera surrounded by green trees during daytime

Voltando à indagação da participante de ontem. Ela disse “para quem não tem acesso tecnológico”. Uma dúvida que ela talvez não tenha se dado conta que era feita dentro de uma plataforma como o Zoom. Ao vivo e em uma conversa franca entre todos nós. O exemplo do que é humano prevalece mesmo nesse ambiente massivamente online. Deve ser por isso que o Clubhouse está bombando inclusive, pois nada mais humano do que nossas vozes. Enfim, abraçar a tecnologia já está ocorrendo em diversas frentes e isso só vai se intensificar. Milhões de brasileiros ainda não estão na internet, mas a tendência é que entrem e usem. Da mesma forma que outros começaram a comprar pela primeira vez no online e consumirem um pouco de tudo por aqui. Então a primeira questão está respondida é bem básica: quem não tiver um olhar “primeiro para o online vai se complicar”. A segunda questão ligada a isso é como estar presente: consistência e olhar para o seu público são óbvias, mas o fator autenticidade parece fazer mais sentido. O que isso tem a ver com alternativas na fotografia? tem relação total, pois sem presença digital nem tem como começar. Aliás, isso vale para lojas de foto, estúdios, encadernadoras e fotógrafos. 

person holding smartphone

O terceiro ponto é o que ela perguntou “o que fazer para começar para quem não tem condições financeiras?”. Curiosamente as redes sociais permitem atingir pessoas de forma orgânica e sem gastar. Claro, o resultado de aparecer assim é muito menor e entra a forma de fazer isso. Não acredito em fórmulas prontas e receitas para começar ou se reposicionar. Eu preciso dar passos para trás primeiro. 

Quem sou eu na fotografia? Por que eu faço o que eu faço?

Quem eu quero servir?

Onde elas estão?

Como posso encantar e proporcionar uma experiência?

O que vou entregar depois?

Como fazer uma pessoa retornar?

Como conversar com essas pessoas onde elas estão?

Como posso estimular que elas falem de mim?

Como posso me orgulhar disso que vou fazer?

Creio que só nesses pontos já entramos em situações importantes de entendimento do que pode ser feito. Não são respostas que eu vou te dar sobre isso, pois são coisas pontuais do que você quer. Se não estiver disposto a responder isso é melhor nem começar. 

person in black t-shirt and blue denim jeans holding black dslr camera

Dito isso, vamos para o quarto item citado por ela ontem: como escolher um mercado ou o que apostar e investir? Agora, vai depender das respostas acima. Na prática no nosso mercado e mesmo em outros existe essa mania de seguirmos o que é dito por especialistas. Quando na verdade depende do seu caso muito individual. E mais importante ainda: depende das pessoas que você vai servir. Então vamos pela ótica das pessoas para mostrarmos os mercados com bom potencial mesmo na pandemia. 

woman taking photo of donuts

Empresas e negócios nas mais variadas frentes de todos os portes vão precisar de mais imagens porque estão investindo mais nas vendas e relacionamento online. Eles vão precisar de fotos, vídeos, conteúdos multimídia, transmissões ao vivo e toda sorte de coberturas específicas para suas marcas aparecerem bem e assim venderem mais. Aqui entram fotos e vídeos de produtos e serviços, conteúdos para redes sociais, bastidores, filmagens e fotos com drones. E criações para materiais imersivos como 360° e realidade virtual. Vale para produtos, imóveis, campanhas, empreendimentos, etc. 

woman in black tank top

Mulheres que querem se sentir mais belas e autênticas. “Eu não quero ir no seu estúdio pois está rolando a pandemia. Eu quero que venha na minha casa ou em um local seguro que eu fique bem e que apareça bem”. 

woman standing near wall

Mães que buscam contar as histórias da família. Sejam juntos ou das crianças. A nova rotina, o crescimento, as histórias e momentos como aniversários nessa nova fase. “Eu quero alguém de confiança e que venha mostrar minha família da melhor forma possível. Contando uma história”. 

black backpack on brown wooden table

Eu quero minha casa mais bonita com minhas fotos de viagens. Eu quero relembrar de momentos preciosos que não seja em uma tela. 

pug covered with blanket on bedspread

Eu quero mostrar meu pet para as pessoas dentro da rotina dele ou junto com a família. 

woman in black and yellow shirt sitting on chair

Eu quero algo personalizado das minhas conquistas marcantes. Vou casar mesmo que de uma forma diferente, ou me formar ou celebrar a chegada dos meus filhos e o crescimento deles. 

man in gray crew neck t-shirt sitting beside boy in red and white crew neck

Eu quero poder escapar um pouco desse caos e notícias ruins. Para viver uma experiência diferente em um local externo. Um parque ou mesmo que seja em casa. Mas sem me expor ao risco. 

closeup photography of woman smiling

Eu quero aparecer muito bem nas redes sociais. Seja com uma foto bacana para mostrar minha cara em uma comunidade de negócios ou mesmo no Stories. Minhas fotos estão ruins e já faz tempo que não troco. 

Esse exercício de você se colocar no lugar das pessoas que vai servir é parte das respostas que indiquei no começo desse texto. Pense no que eles querem de fato, não somente pensando em você. E se não conseguir fazer isso pergunte e converse com alguém que seria o perfil de quem vai atender. Entenda, ouça e reflita. Os mercados que regrediram na pandemia não vão sumir, talvez existam oportunidades novas diante das transformações inclusive. Mas para chegar em uma ideia e conseguir fazer algo você terá que mergulhar nesses desafios. Curioso é que isso é válido tanto para reposicionamento de mercado ou para quem está começando.

MacBook Air beside gold-colored study lamp and spiral books

Algumas certezas eu tenho: a mudança já era constante antes, vai só se intensificar. O estudo (de alto nível) ganha mais relevância. E quem oferecer experiências para as pessoas nesse novo ambiente de consumo vai se sobressair. Experiência não pode e nem deve ser só um jargão como valor agregado e diferenciação. É aquilo que os melhores negócios e fotógrafos fazem e se destacam fazendo. Elemento que faz os clientes relembrarem com empolgação daqueles momentos. Do produto ou serviço que receberam. E de novo, a trilha para oferecer experiências vai depender mais do que pensa e quer o cliente do que você quer fazer. Logo conversar, ouvir e oferecer é que será a resposta de como essa experiência será de fato diferenciada. Que tal agir?

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