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Projeto de inteligência artificial cria imagens urbanas com base em palavras

Embora todas as imagens pareçam familiares, nenhuma delas existe de fato

Strolling Cities é um novo projeto de vídeo do MIT-IBM Watson AI Lab de inteligência artificial com inspiração nas memórias das pessoas. A inteligência artificial foi preparada para desenvolver novas imagens com base em fotos das ruas da Itália criadas pelos próprios pesquisadores do projeto. Ou seja, trata-se de um uso novo, de gerar fotos e vídeos com base em um tema específico. No caso aqui do ponto de vista italiano. A iniciativa nasceu do isolamento da COVID-19. O pesquisador Mauro Martino, chefe do Laboratório visual de IA da IBM, estava longe da Itália por estar trabalhando nos Estados Unidos.

“Decidi que a beleza e o sentimento, o conteúdo social, histórico e psicológico das minhas memórias da Itália poderiam se tornar um projeto artístico, provavelmente uma forma de consolo emocional. Algo bonito sempre sai da nostalgia”, disse Martino para a revista Fast Company.

Para criar esse vídeo acima, a equipe de Martino pediu a colaboração de alunos italianos. Eles caminharam pelas ruas de nove cidades italianas diferentes, capturando 2 milhões de fotos dessas paisagens urbanas, tudo feito caminhando. As imagens foram então rotuladas (com palavras como “céu” ou “janela”) através da automação, enquanto uma IA foi treinada para imaginar cidades a partir de nada além dessas imagens.

Strolling Cities funciona diferente de outros sistemas, já que desenvolve paisagens italianas inconfundíveis, mas também insubstituíveis — uma mistura surreal das ruas de diversas cidades italianas com um resultado inusitado. Importante destacar que nenhuma das fotos é real, são criações originais a partir do conteúdo que tinha sido capturado antes. Quanto ao futuro do projeto, Martino planeja estrear instalações em tempo real, que permitam que você fale e faça a IA imaginar em tempo real — enquanto ultrapassa os limites da imaginação usando a tecnologia. “Agora podemos gerar cidades completas ou serem mais abstratas e gerar um local romântico, ou deprimente”, diz Martino, provocando que em breve, poderemos criar com nossas mentes usando computadores e sistemas.