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Por que às vezes só aprendemos depois de ‘quebrar a cara’?

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Por Aylson Santos

Esta frase do título foi dita por um fotógrafo muito bem-sucedido que entrou em contato recentemente, pedindo que eu incluísse os seriais dos seus equipamentos no banco de dados de sinistrados da seguradora. Ele foi furtado e levaram cerca de 30 mil reais em equipamentos, incluindo câmeras, lentes, flashes e até um drone, tudo sem seguro, fato que me deixou reflexivo sobre a importância do seguro de equipamentos fotográficos.

Talvez não devesse ser eu a melhor pessoa para avaliar essa importância, afinal quem melhor que o fotógrafo que trabalha às vezes de janeiro a janeiro, para saber a importância de seu equipamento e o quão custoso foi para adquiri-lo?

O fato é que ainda existem profissionais de fotografia que entendem o seguro como a cereja do bolo dentro do seu aparato profissional. Como se o seguro fosse algo para adquirir apenas após todo o resto, e se sobrar verba. Por vezes, não entendem o seguro como alicerce para que a estrutura que ele está montando não desabe diante de um vento forte, levando junto com ela sua estabilidade, e colocando-o em uma crise financeira e até mesmo psicológica, pois quem consegue exercer bem suas atividades estando cheio de problemas?

Mas o seguro equipamentos não se resume a coberturas contra roubo e furto, e esse é um ponto importante para conhecimento do potencial. Atualmente mais da metade das utilizações do seguro equipamentos são para outras coberturas, como danos físicos e danos por líquidos. Muitas pessoas não sabem, por exemplo; que o seguro cobre o equipamento diante de uma simples queda do tripé, uma escapada de mão durante uma troca de lentes, ou até mesmo um raio laser que tenha danificado o sensor da câmera, entre outros danos físicos. A exemplo, o conserto da quebra do bocal de uma lente mais a câmera que desliga repentinamente devido à queda de um tripé custam a partir de R$ 4.000. A troca de sensor danificado por laser de uma 5D Mark III custa cerca de R$ 3.600; quem já precisou de assistência para seu equipamento sabe que não é nada barato.

Diante dos imprevistos existem apenas dois tipos de profissionais: os preparados e os desesperados. Estes são aqueles que possuem sempre uma desculpa para não contratarem o seguro ou deixam sempre para amanhã e quando ocorre um imprevisto de perda parcial ou total do equipamento se veem em uma enrascada.

Quando o dano é parcial, a dificuldade é encontrar um preço justo para o conserto, já que o custo será do seu próprio bolso e se não for recorrente a recuperação financeira do profissional é ainda relativamente rápida, basta um trabalho para repor. Agora, quando se perdem vários itens em um roubo a situação do profissional realmente é desesperadora; da esperança de encontrar o equipamento por meio de listagens de bancos de dados de seriais de roubados, compra e venda em mercado de usados, aluguel ou empréstimo de equipamentos para cumprir trabalhos agendados, empréstimo de dinheiro para adquirir novos equipamentos, compra de equipamentos usados, sem falar no cálculo de quantos trabalhos precisará realizar para repor o prejuízo. Quer situação mais desesperadora que essa?

Já os profissionais preparados entendem a importância de priorizar o seguro em sua profissão, pois sabem que imprevistos acontecem e estão sempre preparados para eles. Acionam a seguradora e começam a pesquisar preços para reporem rapidamente seus itens após a indenização e seguirem sua rotina de trabalhos normalmente.

*Aylson Santos é corretor de seguros há mais de dez anos e atualmente é gerente de Marketing na Safer Corretora, especializada em seguro para equipamentos fotográficos e está com promoção exclusivas no Cameraclub.