News 2 anos atrás | Redação

Os bastidores do grande encontro da semana

O experiente fotojornalista Saul Loeb comentou como foi clicar o encontro do presidente dos Estados Unidos com o ditador da Coreia do Norte

por Revista FHOX
Fotos: Saul Loeb/Getty Images/AFP

O norte-americano Saul Loeb (34) já fotografou em mais de 80 países e foi recrutado pela Agência France-Presse para cobrir o histórico encontro do último dia 12 de junho. Desde 2007 ele já clicou três presidentes norte-americanos (Bush, Obama e agora Trump). Para Loeb esse foi o encontro mais surreal. Loeb retornou junto com a equipe presidencial no avião do presidente norte-americano. Ele conta que logo depois do aperto de mão os fotógrafos se entreolharam e disseram: uau, isso realmente aconteceu? O profissional comentou sobre a experiência do dia para o Town & Country. A imprensa chegou ao local às 6:00 da manhã. Todos os jornalistas passaram por três inspeções de segurança do serviço secreto dos Estados Unidos, de Cingapura e da próprio Coreia do Norte. Só depois puderam ir ao local de trabalho. O encontro entre as autoridades foi às 9:00 quando ocorreu o primeiro aperto de mão e foi até às 14:00. Os líderes chegaram ao local às 8:30 e 8:45. Os fotógrafos ficaram lá esperando sentados. Alguns dos fotojornalistas posicionaram câmeras em outros pontos do hotel com controle remoto e cliques extras do aperto de mão. Foi uma das fotos depois de alguns apertos de mão que Loeb ficou satisfeito com os retratos.

A foto acima foi feita por Loeb foi parar na capa do jornal de Washington Post e outros meios famosos. “Nesse clique eles tinham uma interação melhor e o sorriso está mais expressivo de ambos os lados” disse o fotógrafo. O profissional notou um clima amistoso entre os dois. Segundo ele os dois líderes tinham muita consciência da própria imagem e autoconfiança. Ou seja, estavam sempre atentos para posar direito. Loeb contou também que o próprio Trump comentou e apontou para as câmeras com disparo remoto escondidas em alguns arbustos mostrando tudo para o ditador norte-coreano. A ansiedade dos jornalistas era muito grande pois ele não sabiam como seria o contato dos dois e quanto tempo teriam para fotografar. Loeb comentou que em eventos importantes como esse normalmente são dezenas de profissionais. Mas que no caso desse encontro específico eram só 4 fotógrafos dos Estados Unidos (entre eles a fotógrafa oficial de Trump) e quatro fotógrafos norte-coreanos.

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Loeb disse que a diferença entre os dois times de fotógrafos é que os norte-americanos trabalhavam para empresas e os norte-coreanos para o governo. E que ele notou a tensão dos colegas da Coreia do Norte. “Normalmente fazemos piada e existe um nível de competição saudável. Mas deu para notar a tensão e enorme pressão desses fotógrafos do governo norte-coreano”. Após os cliques, Loeb usou a câmera conectada para enviar as fotos para o smartphone e na sequência para o editor de imagens em Hong Kong. Tudo em questão de segundos após o trabalho. Pois do contrário as imagens nem serão usadas. “Minhas fotos foram editadas, cropadas e enviadas para centenas de jornais, sites, revistas, redes de tevê e outros meios do mundo todo” disse ele.

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