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O universo das imagens científicas: saiba quem são os precursores

Cred. iStock

Desde o século XIX, várias áreas da ciência passaram a se beneficiar com o desenvolvimento da fotografia

As imagens fazem parte do nosso cotidiano, mas se engana quem só imagina os feitos da profissão na moda ou arte, pois ela também é importante no campo científico. Desde o século XIX, várias áreas da ciência passaram a se beneficiar com o desenvolvimento da foto, seja nas ciências humanas, biológicas ou astrofísicas. As principais técnicas foram desenvolvidas nos estudos da fisionomia humana, da ciência médica, e da astronomia. Dentre os principais precursores estão Duchenne de Boulogne, Hugh Welch, Francis Galton, e Alphonse Bertillon.

O neurologista Duchenne de Boulogne era especialista em eletrofisiologia e conduzia estudos sobre a eletroestimulação dos músculos faciais. Em 1862, publicou o livro Mecanisme de la Physionomie Humaine, com todas as suas imagens que demonstravam as mais diversas expressões faciais do ser humano. Os seus estudos serviram de inspiração para as artes cênicas e a formação atual de artistas das belas artes. Já o psiquiatra Hugh Welch, considerado o pai da fotografia psiquiátrica, acreditava que as expressões faciais manifestavam os estados mentais dos pacientes. A fotografia morfopsicológica não apenas servia para registrar os tipos de insanidade, mas como forma de identificar a evolução das doenças mentais em seus pacientes. 

Os estudos do antropólogo inglês Francis Galton estimularam o desenvolvimento das pesquisas do criminologista francês Alphonse Bertillon, que criou o sistema denominado “antropometria judiciária”. De acordo com o pesquisador, algumas formas fisionômicas caracterizavam os criminosos, como o tamanho da cabeça, forma das orelhas, sobrancelhas, disposição da boca e olhos. As fotografias desses indivíduos eram feitas de perfil e de frente. Além disso, uma das principais contribuições de Bertillon para a ciência forense foi o uso do clique de imagens para a reprodução e documentação de cenas de crime, antes da ação dos investigadores. As técnicas desenvolvidas por ele são utilizadas até hoje.

Tipologias das fotografias científicas

Dentre os principais tipos de fotografias científicas, podemos destacar a microscópica realizada com o auxílio do microscópio; ela serve para registrar elementos que não são possíveis visualizar a olho nu. A foto macroscópica é outra tipologia e serve para capturar os mais diversos fenômenos físicos, químicos e pequenos organismos, que podem ser detectados na natureza a olho nu, com auxílio de uma lente macro.

Temos ainda a Termografia, realizada por meio de técnicas de infravermelho, que permite o mapeamento do corpo ou parte específica dos seres vivos. A fotografia da flora ou da vida selvagem, captura a natureza e os animais em seu habitat natural. Por fim, temos a astrografia, que compreende os astros, planetas e buracos negros, dentro diversos outros fenômenos registrados no espaço astral.

Independente do tipo de fotografia científica, o desenvolvimento e evolução das técnicas  servem para a divulgação e catalogação de diversos trabalhos científicos, em todas as áreas do conhecimento das ciências humanas, biológicas e exatas. Para ser um fotógrafo científico, o profissional deve estar vinculado a um grupo de pesquisa, ou mesmo ser um colaborador acadêmico que tenha um conhecimento básico da área que deseja atuar. Para isso, é importante se especializar e realizar alguns cursos disponíveis sobre assunto e ter os equipamentos adequados, não apenas câmeras e lentes específicas, mas o E.P.I (Equipamentos de Proteção Individual) necessário à execução do trabalho na profissão, como luvas, aventais especiais e óculos de proteção.