News 2 anos atrás | Jucelene Oliveira

O mercado de luxo e a fotografia

Experiente consultor conversou com FHOX e adiantou um pouco de sua palestra na Fotografar 2018.

por Revista FHOX

Por Jucelene Oliveira 

Carlos Ferreirinha ou apenas Ferreirinha, como é conhecido, é um dos nomes mais respeitados na consultoria da gestão e inteligência estratégica do luxo na América Latina. Há mais de dez anos fundou e lidera a empresa MCF Consultoria e tem como clientes as empresas mais relevantes desse mercado com presença no Brasil. Sua vasta experiência já o fez passar por posições relevantes na multinacional LVMH, mais especificamente liderando a abertura das lojas Louis Vuitton no Brasil e países vizinhos. Ele também é palestrante disputado internacionalmente e organizou o Atualuxo (maior Conferência da Gestão do Luxo das Américas).

Ferreirinha. (Foto: Namour Filho)
Ferreirinha. (Foto: Namour Filho)

Confirmado no Congresso Fotografar 2018, promete trazer toda sua expertise com um olhar atento ao mercado fotográfico, apontando caminhos para uma administração autônoma e criativa, com a excelência que diferencia o mercado do luxo.

À FHOX, ele falou sobre como o mercado de fotografia pode se reinventar para oferecer um serviço com mais excelência. A entrevista foi conduzida pelo fotógrafo Namour Filho, abrindo o primeiro programa do “Canal de Entrevista”.

“Normalmente o luxo é associado a produtos, mas essa visão precisa mudar. Luxo é um estado de excelência, de um serviço ou atendimento excepcional. No caso de um hotel pode ir do serviço prestado pela camareira ao nível mais alto da hierarquia”, explica.

A entrevista completa pode ser conferida no FHOXPLAY e Facebook da FHOX.

Namour, que é fotógrafo há mais de 20 anos e viaja o mundo para fotografar e ensinar sobre o tema, indagou sobre como o fotógrafo pode se reinventar no Brasil, diante da crise que o País vive e com tantos recursos tecnológicos que competem com ele, Ferreirinha é enfático:

“A crise que ocorreu com a atividade fotográfica com o advento dos celulares não é diferente do que aconteceu no Brasil em diversos outros momentos. Às vezes, o fotógrafo contratado não chegou no horário combinado, não respondeu ao e-mail no prazo adequado com o orçamento pedido, não ofereceu um valor diferenciado, não estava vestido de forma apropriada para o evento. Acredito que o fotógrafo precisa fazer o exercício de casa, como está realizando o serviço, como pode melhorar a qualidade do trabalho, como pode se reinventar”, explica.

Ele compartilhou uma experiência que viveu recentemente na Floresta Amazônica, quando o guia que conduzia o passeio sugeriu que o grupo fizesse fotos incríveis usando a lente do telescópio por ela alcançar de 60 a 70 metros de distância.

“A meu ver, o que o telescópio fez para não perder espaço no mercado foi, de certa forma, ‘se unir ao inimigo’. Já que todos iam tirar fotos dos animais, era necessário criar um espaço para inovação pautada numa verdade diferente, e foi isso que ele fez”, aponta.

Ele também pontuou outros segmentos que se reinventaram e hoje oferecem maior excelência em produtos e serviços. “A farmácia mudou muito. Antes era um ambiente associado à doença, quase inóspito. Hoje vemos um ambiente de higiene, de convivência e beleza, e o produto remédio foi colocado no fundo, quase como última opção. Se existe espaço no luxo para o profissional que faz um bolo diferenciado, ou um docinho bem-casado com um laço primoroso, por que não haveria para o fotógrafo, que tem a vantagem de congelar momentos e manter viva nossas memórias?.”