News 3 anos atrás | Redação

O estúdio que clica 100 casamentos por ano

Edson Beline do Studio 1 já fotografou mais de três mil casamentos em 40 anos de profissão

por Revista FHOX
000000002972251
Cred. Studio 1

O catarinense Edson Beline não conhece outra profissão, senão a de fotógrafo. Aos 13 anos de idade iniciou seu aprendizado com o pai Umbelino. Hoje, em 2017, ele comemora 40 anos de profissão com a marca de mais de três mil casamentos registrados. Seu estúdio fica em Itajaí, cidade que detém o maior Produto Interno Bruto e a maior renda per capita de Santa Catarina.

edson-revista
Cred. Studio 1

Beline realiza a média de cem casamentos por ano. “Em 2016 houve uma queda de 20%, em função do desempenho da economia brasileira”, aponta. A grande maioria dos casais pede o ensaio pré-wedding, oportunidade para o fotógrafo conhecer mais as personalidades dos protagonistas para no dia do casamento extrair o melhor deles nas imagens que comporão o primeiro álbum da nova família.

000000000181522

Gol – A emoção no casamento é para Beline “como um gol no futebol; precisa ter muita técnica, treinamento e atenção constante para realizar. Quanto mais praticar o fotojornalismo no casamento, mais o olhar se aguça e mais você se apaixona por captar emoções”.

fachada

Ele lembra o início da carreira ao lado do pai. “Como utilizávamos filme havia sempre uma preocupação com a segurança no clique, pois não tínhamos a vantagem atual de poder ver o resultado no LCD da câmera. Tínhamos de ser muito técnicos na hora de registrar, pois o filme não tolerava erros e o ISO máximo, sem grão, era 200. Levava, exagerando, dez filmes para um casamento, ou seja, 360 fotos para registrar todo o evento. A responsabilidade era gigante e isso me tornou um fotógrafo mais criterioso.” Beline é também interessado em neurolinguística, tema que aborda em suas palestras sobre técnicas de vendas para fotógrafos. Veja mais: http://www.edsonbeline.com.br/

Uma bicicleta por uma câmera    

Umbelino Cidral, pai de Beline, iniciou-se na fotografia de maneira inusitada. Um dia após ter trocado uma bicicleta por uma câmera fotográfica tornou-se testemunha do incêndio nos depósitos de combustíveis da zona portuária de Itajaí em 1965, que durou 43 horas.

INCENDIO1
Crédito: Umbelino Cidral

Todo o registro da tragédia foi feito por Umbelino. Suas fotos foram parar em vários veículos, entre eles a revista O Cruzeiro. Ele trabalhou como fotógrafo social até 2008, quando veio a falecer.