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Negócio com foto: antes de criar um produto é melhor responder essas questões

Pensar em uma nova oferta ou reposicionar o que é oferecido é necessário para um momento como esse. Só que antes você precisa avaliar o seu momento

Ok, você decidiu que precisa criar um novo produto. E faz todo sentido, pois ter algo para vender é o que vai fazer a diferença entre faturar ou não. Aliás, me surpreende sobretudo fotógrafos que querem ganhar sem ter produto. O paradoxo disso ocorre por muitas vezes termos a percepção equivocada de que a foto em si é o que vou entregar. A fotografia digital para mim é serviço ou moeda de troca. Em alguns casos específicos não ter um produto físico (fotos impressas) é aceitável. Caso de fotografia de comida ou para casos específicos de publicidade. Já que as marcas e empresas vão usar as fotos das mais variadas formas e necessitam só dos arquivos. Ainda assim, nada impede de o profissional entregar um mimo impresso ou pensar em um produto extra que faz parte da oferta. Por quê? justamente para encantar o cliente e se diferenciar em um mercado acostumado com coisas iguais. 

Seja como for, profissionais da fotografia devem refletir coisas básicas antes de apostar no produto. 

1 – Qual meu perfil e quem vou atender?

2 – Será que algo próximo de mim não é uma alternativa para gerar um produto novo?

3 – Como posso tornar esse produto recorrente? 

4 – Como vou divulgar?

1 – Para responder a primeira pergunta você tem que olhar para dentro e para fora. Você tem que descobrir qual é sua posição nesse mercado. Como é e como será percebido? quem é você na fotografia e qual o motivo de fazer o que faz? Por que isso é importante? Porque sabendo quem é você dá para encaixar sua personalidade em todo o resto. Respondendo isso você tem que entender quem atende ou vai atender. E não, não dá para atender todo mundo. Nesse caso é uma questão de equilibrar o seu estilo/assinatura com quem você vai servir. Quem será atendido é uma resposta importante: pois vai ajudar no desenvolvimento ou reposicionamento do produto e ajudar a responder as outras questões inclusive. 

2 – Dependendo do que você faz hoje dá para alinhar e criar um produto novo com base em algo que já está próximo do seu mercado. O chamado marketing lateral. Ao invés de só querer criar algo do zero você pode atender com uma oferta aproximada de um produto dentro disso. 

3 – Pensar no produto que pode ser vendido de novo, de novo e de novo. A recorrência é a nova forma de encarar o preço. Vemos os clubes de assinatura bombando por conta disso. Não é uma resposta fácil e envolve estudo, ajustes e vontade de atender aos clientes com frequência. Um exemplo de recorrência é o acompanhamento do crescimento do bebê para uma família. O fotógrafo da família que atende sempre nas mais variadas situações também não deixa de ser uma recorrência.

4 – Não adianta criar produto novo se ele não aparecer. E não adianta só postar nas redes sociais com cara de anúncio. O que vemos e notamos como tendência é o produto que faz parte de uma conversa. Vem acompanhando de conteúdo em textos, vídeos, fotos e de alguma forma vai entreter os possíveis interessados. As grandes marcas que são hoje referência no marketing fazem a divulgação dessa forma. Conteúdo, inspiração, informação, diversão e o produto/serviço como parte disso. E o mais importante: a divulgação é feita nos canais/plataformas que o seu público consome. 

Essas são algumas das questões importantes sobre o produto. Quer mergulhar no assunto de forma mais aprofundada? Então fique de olho pois na semana que vem (quarta) tem aulão sobre o produto na fotografia. Saiba mais aqui: Negócio com Foto – a importância do produto na fotografia