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Melissa lança 2ª temporada do projeto MEIO-FIO

Como crescer e abrir mais caminhos? Como acelerar a transformação em nossa sociedade? Foi a partir desses e outros questionamentos que a segunda edição do Melissa Meio-Fio começou a ser desenvolvida. Tendo como ponto de partida o mapeamento do novo cenário criativo de São Paulo, o projeto colocará em evidência a produção de 18 nomes em diferentes áreas de atuação e regiões da cidade, buscando romper as chamadas “bolhas” geográficas e sociais com que convivemos numa metrópole dessa complexidade.

Um desses nomes é Anna Mascarenhas. Ela é escritora, jornalista e fotógrafa. Em sua produção, discute especialmente a questão feminina, questionando os lugares impostos às mulheres nas sociedades.

“00:00” é um dos quatro projetos apresentados na Mostra Meio-Fio. Nesse projeto, Anna Mascarenhas, que fez parte do grupo, foi responsável pela instalação com alimentos em estado de decomposição.

“00:00”, por Ariana Milliorini, Anna Mascarenhas, Camila de Alexandre, Igi Ayedun e Renato Custódio

Viver o ritmo imposto por São Paulo é encarar uma relação de temporalidade imprevisível. Os ponteiros do relógio se movimentam numa velocidade paradoxal e os segundos, minutos e horas podem ser percebidos e experimentados de diversas maneiras. É essa relatividade do tempo dentro da cidade que interessa Renato Custódio, Anna Mascarenhas, Camila de Alexandre, Igi Ayedun e Ariana Miliorini.

O projeto “00:00” consiste em quatro instalações, cada uma representativa de um contexto diferente. São fragmentos e perspectivas do tempo na cidade. Através da utilização de variados formatos e narrativas, os artistas convidam o público a experimentar as sensações que o tempo provoca no processo de viver e existir em uma metrópole como São Paulo.

Confiram algumas fotos:

Sobre a segunda edição do Melissa Meio-Fio

A curadoria deste ano ficará a cargo de Maurício Ianês, stylist, performer e artista representado pela Galeria Vermelho. Maurício irá conduzir o grupo pelos próximos quatro meses por meio de um programa desenvolvido sob o conceito de Gramática Urbana, em que as relações entre cidadãos e o coletivo constroem a sociedade. Para tanto, os integrantes irão participar de residências artísticas para a discussão e criação de projetos acerca de assuntos como moda, contexto e mensagem; tradução cultural radical; novas poéticas e estéticas.

O cotidiano e processo criativo de cada participante e as trocas e discussões das residências alimentarão o perfil @meiofio no Instagram, principal meio de conteúdo e contato do projeto. Através de registros visuais e textuais, os seguidores poderão acompanhar e interagir com os artistas de uma forma rápida, descompromissada e, acima de tudo, intensa.

A seleção do eclético grupo busca traduzir as diferentes esferas urbanas de forma complementar, tendo o elemento da transformação como denominador. “Mesmo em sua informalidade e despretensão, pode-se dizer que o Meio-Fio é uma parada ambiciosa. Porque tentar dar conta da eloquência social e cultural de São Paulo exige disposição. Porém, é com charme e os braços abertos que o projeto recebe todas as gentes para dar sua contribuição em sacudir quaisquer conceitos já estabelecidos.”, disse a jornalista e consultora criativa do Melissa Meio-Fio, Erika Palomino.

Os projetos a serem realizados se basearão na análise de sua capacidade de promover reais mudanças sociais na cidade, bem como de projetar seus autores. A diversidade de temas e vivências permite que esta 2ª edição do Meio-Fio caracterize-se pela busca da amplificação, compreensão e consciência de seu propósito como legado para São Paulo, em termos de mudança e de construção de novas realidades.

O Melissa Meio-Fio foi lançado em setembro de 2016 e, em sua primeira edição, reuniu dezoito artistas de diversas áreas da cidade, do centro às margens, para vivenciarem uma profunda imersão no cenário criativo de São Paulo. O processo orgânico, a importância da improvisação, a compreensão do inesperado e, principalmente, a potência criativa dos artistas, resultaram num convite da SP Arte para a exposição das obras das irmãs Tracie e Tasha Okereke, Linn da Quebrada e Alexandre Heberte. Para completar, o Espaço Meio-Fio na feira recebeu destaques em artigos e reportagens de importantes veículos especializados, como o Artsy.

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