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LG vai encerrar operação mundial no mercado de smartphones

O anúncio ocorreu nesta segunda (5). A fabricante diz que vai continuar operando na divisão de monitores normalmente

Rep.TV – Vanguarda

O anúncio da LG deve afetar diretamente a fábrica do interior de São Paulo. A planta que fica em Taubaté emprega 1 mil funcionários, 400 deles trabalhando com celulares. Vale lembrar que a LG conta com outra unidade fabril em Manaus (AM) e que a fábrica daquele estado vai seguir na produção de ar-condicionados e geladeiras e outros produtos da linha branca. A mídia brasileira já repercute o anúncio: “Com o anúncio desta segunda-feira, a LG se torna a primeira grande empresa que produz celulares a se retirar deste mercado. A sul-coreana afirma que o fim das operações foi definida após sucessivos prejuízos na área. Antes, a companhia havia tentado vender todo o setor, mas, sem sucesso, optou pelo encerramento das atividades. Desde o segundo semestre de 2015, o nosso negócio global de celulares tem sofrido uma perda operacional por 23 trimestres consecutivos, resultando em um acumulado de aproximadamente 4,1 bilhões de dólares (US) [em perdas] até o final de 2020”, informou a LG em nota divulgada em matéria do G1.

2020 foi o ano dos celulares velhos no Brasil – essa é a chamada da matéria do Estadão de ontem (4). O texto mostra que o cenário desse mercado não é dos mais favoráveis. Segundo a análise da matéria, os consumidores optaram no ano passado por modelos seminovos. Devido a alta do dólar e incertezas econômicas. Não só o mercado de modelos novos encolheu, como também os usuários preferiram trocar por aparelhos usados em bom estado. A consultoria IDC deixa claro o drama do setor: o mercado encolheu 8% em 2020. Só não foi pior porque o auxílio emergencial teria ajudado nisso também. O fato é que o ramo dos usados parece ter avançado em todas as frentes. Desde smartphones até câmeras e equipamentos em geral. A matéria do Estadão traz ainda os dados do Trocafone. A startup de usados de smartphone viu um crescimento de 60% em 2020 em comparação com 2019. O fato é que a crise não atinge só as vendas de câmeras e equipamentos fotográficos no país. A saída da LG do mercado é um acontecimento global de um mercado hipercompetitivo. Já o aquecimento das vendas de usados em diversos segmentos só demonstra o tamanho do desafio para quem vende eletrônicos e itens duráveis no Brasil.