News 6 meses atrás | Flávio A. Priori

Instagram estuda remover contador de “likes” da plataforma

Estudos internos da empresa avaliam impacto que esses contadores geram nos usuários

por Revista FHOX
likesImagem de Wokandapix por Pixabay

O Instagram parece ter planos de fazer uma mudança bastante significativa no seu modo de uso. De acordo com algumas screenshots que surgiram recentemente, a companhia parece estudar seriamente a possibilidade de limitar a visualização pública de “likes” que uma foto recebe.

A descoberta foi feita por Jane Manchun Wong, famosa por seus trabalhos de engenharia reversa e que já adiantou outras mudanças em redes sociais, que se provaram verídicas. O achado atual foi localizado segundo ela pelo código fonte da versão de Android do aplicativo.

Jane postou em seu Twitter algumas screenshots dessa eventual nova funcionalidade. De forma bem resumida, com essa mudança somente a pessoa que fez a publicação teria acesso á quantidade de likes que a foto recebeu. Um dos textos das screenshots diz: “Queremos que nossos seguidores foquem no que compartilhar, não em quantos likes uma publicação ganha. Durante esse teste, somente a pessoa que fez o post pode ver o total de likes recebido”.

likes

O TechCrunch entrou em contato com o Instagram, que confirmou que de fato trabalha em um protótipo dessa ideia. De acordo com um representante da empresa “Não estamos testando isso nesse momento, mas explorar meios de reduzir a pressão no Instagram é algo que sempre pensamos”.

É curioso perceber como essas métricas parecem estar sendo vistas com novos olhares pelas grandes redes sociais. A influência desses números nas pessoas, e a corrida por curtidas, acaba se mostrando, de maneira geral mais danosa do que benéfica para a sociedade.

Em recente entrevista, o cofundador do Twitter Jack Dorsey afirmou que não vê com bons olhos recursos como o botão de like. Ele diz que é preciso pensar em como exibir números de seguidores, curtidas e se perguntar “são esses números que a gente quer incentivar que as pessoas aumentem? Não acho que seja mais o caso”.