News 4 meses atrás | Redação

Fotógrafo terá que indenizar cliente que não gostou das fotos de aniversário

Caso ocorreu no Espírito Santo e repercute nas redes sociais e na mídia

por Revista FHOX

A notícia foi destaque na Folha de Vitória e outros sites de notícia. O profissional de Linhares (ES) terá de indenizar a cliente em R$ 3 mil reais. Motivo? Ela não ficou satisfeita com o serviço. Ela alega que ele não ficou muito tempo e que isso acarretou a falta de fotografias de convidados que ela gostaria de ter retratos. Além disso, a cliente reclamou que a qualidade do trabalho não ficou como ela gostaria.

A indenização foi definida pelo TJES (Tribunal de Justiça do Estado do Estado do Espírito Santo) pelo 2º Juizado Especial Cível do município. O serviço em específico era para a cobertura de um aniversário de um ano da família. De acordo com as informações divulgadas, o fotógrafo avisou que a cobertura seria por hora e que poderia trabalhar até às 20:30. A cliente alega que esse não era o combinado. Já o fotógrafo se defendeu que tudo foi devidamente combinado. E inclusive ele estava no local para trabalhar na hora. Ele aproveitou para clicar a decoração, a cliente chegou ao local da festa só 19:40, algo que o profissional diz ter fugido do que eles tinham acertado. A defesa diz ainda que ele ficou até às 21:30 e que sim, retratou os momentos mais importantes da festa.

Leia também: FHOXCast em nova fase

O juiz julgou procedente a indenização por danos morais. O que segundo a decisão, envolveu mais do que meros aborrecimentos.

A decisão da justiça entendeu que por se tratar de uma relação de consumo, o réu não apresentou provas de contratação em horas. O que levou o juiz a concluir que o fotógrafo ficou só até as 20:30 como disse a contratante. Na parte da qualidade das fotos. Destacamos aqui o trecho da matéria da Folha Vitória.

“Desta forma, o juiz sentenciou o réu a restituir a quantia de R$ 300,00, referentes ao pagamento do serviço, bem como condenou o fotógrafo a pagar R$ 3 mil em indenização por danos morais. Outra apreciação do juiz foi em relação à qualidade das fotos, as quais ele confirmou que não estavam em qualidade adequada para o serviço de um profissional. “Tais documentos são de qualidade de visualização e tratamento ruins. Em fotografia profissional, o que entendo como básico é o enquadramento das fotos e a qualidade de visualização da mesma […] as fotografias constantes da mídia de fls. 24 cortam diversas “cabeças”, o que até poderia ser aceito de um leigo, mas nunca de um profissional, sem contar a má qualidade observada. Na atualidade, é sabido que ofertar uma festa tem sido cada vez mais difícil, diante dos custos elevados […] pelo que, a frustração no registro de tal momento, como ocorreu com a requerente, é fato que ultrapassa o mero aborrecimento cotidiano” disse o juiz.

A julgar pela quantidade de matérias recentes em situações similares. Está claro que cresce a jurisprudência contra fotógrafos em diversas situações. Abrindo um precedente para mais ações desse tipo e servindo de alerta aos profissionais brasileiros. Lá fora esses casos são muito comuns. E agora a jurisprudência avança no Brasil. Aproveite e ouça o episódio do FHOXCast falando sobre esse caso e outros clicando aqui: http://bit.ly/ProcessoFotografoFhoxCast

>> UMA NOVA FORMA DE ACESSAR O CONTEÚDO FHOX 

Se você tem uma matéria, um relato, uma coluna, um tutorial ou qualquer outro tipo de conteúdo e quer contribuir com o FHOX.com.br, nos envie! Nosso departamento de redação vai analisar e, se aprovado, será publicado e assinado por você, respeitando todas as regras do direito autoral. Colabore clicando aqui: Você na FHOX.