News 2 meses atrás | Flávio A. Priori

Fotografia Pet ganha força com cães e gatos influenciadores

Crescimento do mercado pet no Brasil abre espaço para fotógrafos buscarem novos ares

por Revista FHOX

Segundo pesquisa Euromonitor, o Brasil é o segundo maior mercado pet do mundo. Em 2018, o setor movimentou mais de R$20 bilhões, ultrapassando o Reino Unido pela primeira vez, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Esses dados somados à era digital abrem espaço para uma nova profissão que promete crescer consideravelmente: a fotografia pet. Ramo pode ser alternativa para quem almeja autonomia profissional e boa renda.

“Quando ouvia-se falar de fotografia pet, era algo bem focado em donos que amavam o seu bichinho de estimação e queria uma recordação do que o animal representava dentro da família. Agora a ideia se expande após o surgimento dos perfis de cachorros e gatos nas redes sociais. É impressionante ver o impacto de animais influenciadores nas redes, e isso abre espaço para um novo olhar dentro da fotografia”, comenta Sabrina Nas, fotógrafa pet.

petSabrina Nas

De acordo com a profissional existem desafios ao entrar para o ramo de fotografia pet. Sabrina, que ministra workshops de especialização para fotógrafos iniciantes e veteranos na captação de imagens de cães e gatos, falou sobre algums tópicos importantes na hora de fotografar os animais.

1) Fazer o pet posar para o fotógrafo

“Para isso, criei comandos de sons que chamam atenção do pet e facilitam essas captações”, comenta a fotógrafa. Para ela “esse é um dos grandes desafios da fotografia, já que fotos espontâneas são muito mais fáceis de conseguir”.

Sabrina Nas

2) Lidar com animais ativos e inseguros

“São características mais comuns nos cães, mas também existem nos gatos. Animais inseguros precisam confiar, o que exige paciência do profissional. Para saber essas informações, uma dica é elaborar um questionário para os donos responderem, o que ajuda o fotografo a conhecer melhor as características do animal com antecedência. No caso dos gatos, aconselhe os donos a deixarem os esconderijos de difícil acesso”, explica.

Sabrina Nas

Dependendo do grau da insegurança, algumas dicas podem ser passadas aos tutores antes da sessão, facilitando a dinâmica das fotos.

Para pets ativos, Sabrina aconselha que os donos gastem bastante a energia do animal, pelo menos, nos 30 minutos que antecedem a sessão. “Para assegurar, faça a sessão na casa do dono ou em seu habitat para o pet se sentir mais calmo”.

3) Medo, impaciência e insegurança (do profissional)

“São características normais, principalmente para quem está entrando no ramo”, explica Sabrina, que complementa, “o animal não costuma ficar parado, não tem noção de espaço e pode te machucar ou derrubar sem querer. Por isso, ter paciência é primordial”.

Para combater o medo, a profissional aconselha: “Este sentimento não deve ser recorrente para quem escolhe ser fotógrafo pet. O animal sente a insegurança. O que pode ajudar é exigir a presença do tutor nos ensaios para controlar o animal em situações extremas”.