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Fotografia de guerra: brasileiros registram as consequências do conflito armado entre Rússia e Ucrânia

Cred. iStock

Os fotógrafos brasileiros Gabriel Chaim e André Liohn estão na Ucrânia para registrar as devastações causadas pela guerra e os dramas vividos pela população

A história da humanidade é repleta de conflitos, guerras e revoluções. E desde que a técnica fotográfica foi inventada, no século XIX, o registro desses eventos passou a constar como o relato visual da história, que perdura até os tempos atuais. O fotógrafo inglês Roger Fenton foi considerado o primeiro fotógrafo de guerra, ao registrar, em 1855, a Guerra da Criméia, e, até hoje, são vários os fotógrafos que se dedicam nessas aventuras para registrar a história acontecendo em tempo real.

Foi durante a Segunda Guerra Mundial, com a inovação das tecnologias fotográficas, que muitos nomes ficaram conhecidos pelas imagens da guerra, como Robert Capa, Henry Cartier-Bresson, Margaret Bourke-White, Charles Kerlee, David Seymour, Joe Rosenthal e Edward Steichen. Capa, inclusive, foi um dos principais fotógrafos do gênero, e dizia que, para captar a guerra em sua essência, o fotógrafo tinha de correr riscos; tinha de estar próximo aos conflitos, e somente assim seria possível capturar as melhores imagens. 

Além de fazer parte do registro da história, as fotografias de conflitos servem como um relato palpável das mudanças forçadas nas relações socioespaciais; servem para dar voz ao sofrimento causado pela disputa de poder; e são uma forma de memento, para não deixar cair no esquecimento as atrocidades que uma guerra pode causar na humanidade. Todavia, há que se ter cuidado para não cair na armadilha de transformar as fotografias de guerra em um produto de arte, que diminua a compreensão de que aquele evento é causador de sofrimento e destruição, e não um evento belo e heroico.

Fotógrafos de guerra do Brasil na Ucrânia

Atualmente, a mais recente guerra noticiada envolve os países da Rússia e da Ucrânia. O conflito armado já dura quase 50 dias, e não tem prazo para acabar, visto que as duas nações não conseguem chegar a um acordo satisfatório a ambas. Enquanto isso, o território ucraniano vem sendo destruído, e mais de 3 milhões de civis se refugiaram em países europeus vizinhos.

Os fotógrafos brasileiros Gabriel Chaim e André Liohn estão no país para registrar as devastações causadas pela guerra e os dramas vividos pela população ucraniana. Embora seja uma profissão de risco, a fotografia de guerra é uma atividade que tem que ser realizada de perto. Assim como Capa dizia, é necessário se fazer presente para captar a história e contá-la de maneira verídica.

O fotógrafo paraense Gabriel Chaim é considerado, atualmente, um dos mais bem-sucedidos profissionais do ramo, reconhecido pela sua coragem e credibilidade de suas imagens. André Liohn é um fotógrafo premiado e autor do livro “Correspondente de Guerra: os perigos da profissão que se tornou alvo de terroristas e exércitos”; sua vida virou tema do documentário “Você não é um soldado”, dirigido por Maria Carolina Telles.

Embora tenha muitos profissionais experientes na cobertura de conflitos armados, o tema ainda atrai muitos fotógrafos amadores que possuem pouca ou nenhuma experiência no registro de guerras, o que pode colocar em perigo tanto a vida da pessoa como de outros ao redor. Assim, é recomendado um mínimo de treinamento de como se portar em situações de conflito; treinar como manejar uma arma – as mais recomendadas para isso são as armas airsoft; possuir contatos confiáveis; e uma reserva em dinheiro, pois os acessos são caros e normalmente pagos em dólar.