Conheça o Mercado FHOX! O marketplace especializado no mercado de fotografia e imagem!


Fotografia cinematográfica: como as cores funcionam em uma narrativa visual

Crédito: iStock

Um filme exige muitos elementos para funcionar, entre eles, as cores acabam se tornando uma das mais importantes

As cores estão dialogando conosco a todo momento, mesmo sem percebermos. Isso vale para várias coisas, desde uma logomarca até mesmo a composição de uma roupa, e por que não nos filmes?

Para compor um filme completo, é preciso pensar em várias coisas que convergem na forma como o diretor gostaria de contar a história. Isso inclui desde coisas básicas como o roteiro até mesmo a composição de cenários, que pode não parecer, mas fazem uma tremenda diferença.

Mas vamos com calma. Para entendermos essa parte técnica dos filmes, precisamos entender como as cores funcionam, e por isso, precisamos voltar ao básico, que são as cores primárias e secundárias.

Tecnicamente, as cores não existem, elas são somente percepções da nossa retina sobre um comprimento de onda específico. Ele é produzido através do choque da luz com um objeto, que o absorve e reflete em comprimentos de onda, e nosso cérebro identifica como cores.

A percepção de cor muda conforme a incidência ou não de luz, das cores que as acompanham, da movimentação de objetos e outras circunstâncias, fornecendo um caráter subjetivo para elas.

É importante lembrar também alguns conceitos: as cores primárias, com a forma pura do espectro, não possuindo nenhuma mistura; as secundárias, que são a combinação de duas cores que formam um novo tom; e ainda temos as terciárias, resultado da fusão de uma cor primária com uma cor secundária.

Existe também a classificação das cores quentes e frias. O primeiro grupo vai do espectro amarelo até o rosa, e o segundo, do verde ao roxo.

A combinação destas cores, o que chamamos de definição de paleta de cores, pode definir todo o tom de um filme. Isso porque cada cor pode transmitir uma sensação ou emoção específica, definindo um clima, ou até mesmo o estado emocional de um personagem dentro da trama.

Por exemplo, temos o vermelho, que pode tanto lembrar amor, quanto raiva; azul, que pode transparecer tanto solidão, quanto calma; e assim por diante. E isso não se restringe somente a cores primárias, mas todas as cores do espectro, sejam primárias, secundárias, ou até mesmo terciárias.

Elas, sozinhas, nem sempre funcionam tão bem, geralmente elas precisam estar em conexão a outras cores dentro da cena para transmitirem a sensação certa para aquele determinado momento do filme.

Por exemplo, vamos imaginar a cena de um jantar romântico, e precisamos mostrar um tom amoroso. Por isso, precisamos de velas, comidas e bebidas, um local relativamente pequeno, que permita que o casal divida o mesmo espaço de tela, e de fundo, uma cor que lembre muito o vinho tannat.

Para o contraste de cores funcionar, os protagonistas precisam usar cores neutras para entrar em contraste com o tom da cena, transparecendo exatamente o que o diretor quer dizer.

Mas as cores, se não estiverem bem colocadas em um filme, em excesso, ou não casando com o contexto da cena, podem levar a uma confusão por parte do espectador, ou até mesmo fazê-lo entender de forma errada, o que prejudica a potência da cena.

Saber o significado das cores dentro de um filme ajuda na interpretação de uma cena e do entendimento do filme como um todo, expandindo o seu senso crítico para todos os filmes.