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Fotografia analógica: por que está em alta e por onde começar?

Crédito - iStock

Em uma onda de nostalgia, os anos 90 parecem influenciar a cena da fotografia

O ciclo dos 30 anos é uma teoria que afirma o seguinte: demora cerca de 30 anos para que as tendências culturais se repitam entre a juventude. A teoria – elaborada no artigo The Nostalgia Pendulum: a rolling 30-year cycle of pop culture trends, por Patrick Metzger – se apoia em nostalgia, e é fácil observar seus efeitos nesta era.

Os anos 80 permaneceram populares por boa parte da década passada, e seus padrões e influência puderam ser sentidos em diferentes esferas da arte. Agora que entramos nos anos 2020, a próxima da lista é a década de 90, e já podemos senti-la se aproximar.

Na fotografia, essa mudança no ciclo pode ser observada pelo ressurgimento da fotografia analógica. Em especial, as câmeras descartáveis e polaroids se tornaram muito populares nos últimos anos, principalmente em 2020.

O ressurgimento se deu em grande parte à adesão de influencers em redes sociais, e logo tomou conta da comunidade leiga tanto quanto da profissional. Afinal, como não sentir nostalgia pelo estilo de foto que marcou a infância de muitos jovens e adultos desta era?

A fotografia analógica é um estilo à parte. Ela envolve muito mais atenção aos detalhes e dedicação na hora da captura. O mover dos mecanismos, os sistemas de foco e fotometria, o enrolar do filme 35 mm… Tudo compõe também uma experiência sensorial, capaz de conquistar os nostálgicos e fanáticos pelo vintage.

Por onde começar?

Se você já é um profissional do meio e deseja explorar os detalhes e as especificidades da analógica e da foto a filme, a melhor dica de todas é retirar a letra “D” das suas preferências. Isto é, troque as DSLR pelas SLR.

A DSLR, ou Digital Single Lens Reflex, é o tipo de câmera mais encontrado entre os profissionais modernos, e sua introdução ao mercado veio em primeira mão através das SLRs, que são basicamente o mesmo tipo de câmera, só que análogica.

Com uma dessas, é possível ter controle total e operar todas as funções da mesma maneira que se opera na digital. O sistema de foco, o obturador, o diafragma… É tudo o mesmo quando se fala da operação. 

Os detalhes que realmente importam são os seguintes: a experiência, que, como citado, é muito mais intensa, e o filme 35 mm, que é muito mais sensível à luz e produz granulação natural, que, diferentemente do ruído dos sensores, é muito apreciada como componente estilístico.

E caso você queira ainda mais estilo, talvez valha a pena procurar por uma saboneteira. Essas, sim, produzem o verdadeiro look dos anos 90. Elas eram câmeras baratas, com configurações definidas para atender padrões mais gerais e sem nenhuma função manual. É com essas câmeras que foram produzidos todos os álbuns de foto dos seus pais.

As saboneteiras podem ser usadas por quem também não tem muito conhecimento de fotografia, mas gostaria de aprender com uma opção barata e estilosa. E depois da experiência, vale procurar vagas em algum curso especializado para mergulhar de cabeça nesse universo.

Por fim, após escolher sua câmera e fazer os disparos, vem a parte mais difícil: esperar pela revelação do filme. Sim, a ansiedade pode atacar um pouco após contratar um laboratório para revelação, mas hoje em dia leva poucos dias para ficar pronto, e vale muito a pena ter o resultado final em mãos, podendo observar o quanto você acertou na composição ou que efeitos interessantes foram criados.

Depois disso, as fotos ainda podem ser escaneadas e tratadas, se esse for um desejo, e alguns laboratórios até as enviam digitalmente. A fotografia analógica só tende a se tornar mais popular na medida em que entramos na era nostálgica dos anos 90.