News 3 meses atrás | Flávio A. Priori

Fotografando os últimos rinocerontes-brancos-do-norte

Fotógrafo Justin Mott registrou as duas ultimas rinocerontes da subespécie, que depende da ciência para não se extinguir de vez

por Revista FHOX

Atualmente existe apenas dois rinocerontes-branco-do-norte no mundo todo, que vivem em Ol Pejeta, reserva florestal no Quênia. Após a morte de Sudan, aos 45 anos, em 2018, sobraram apenas duas fêmeas da subespécie, Fatu e Najin. Ambas são protegidas 24 horas por dia por cuidadores e guardas florestais fortemente armados.

O fotógrafo Justin Mott esteve presente em Ol Pejeta e registrou as duas últimas representantes da espécie e as interações entre elas e os membros da equipe de proteção. Os rinocerontes no geral sofreram muito com a intensa ameaça de caçadores atrás de seus chifres e pele. Isso levou a um declínio severo da população desses animais.

Os cuidadores de Fatu e Najin fazem vigília em tempo integral às duas e não tiram os olhos delas nem por um segundo. Mott conta que em 2018 três caçadores ilegais tentaram se aproximar das rinocerontes. Isso resultou em um confronto armado e com a morte dos três criminosos.

Apesar da morte de Sudan, falecido por mortes naturais, ainda resta uma pequena luz de esperança para a espécie. Cientistas tentam obter sucesso com técnicas de fertilização in vitro, em Fatu e Najin, filha e neta de Sudan. Também são usados rinocerontes-branco-do-sul como apoio nos estudos. É uma técnica arriscada e que não tem garantias de retorno, mas é o ultimo recurso possível para salvar os rinocerontes brancos do norte.

rinocerontes

Doações para o parque Ol Pejeta, usadas para conservação do local, podem ser feitas através do site oficial.