News 2 anos atrás | Jucelene Oliveira

Você já conhece “Facebook Watch”, plataforma de vídeos da rede social?

Facebook Watch é a mais nova aposta de Zuckerberg para competir com YouTube e Netflix.

por Revista FHOX

Por Jucelene Oliveira e Laís Fernandes

Já faz um tempo que a internet apresenta uma desconstrução de barreiras na produção de conteúdo. Na chamada ‘mídia antiga’ não havia – e ainda não há – espaço para todos os tipos de pessoas e de conteúdo e a internet ultrapassou essa barreira, principalmente com plataformas como YouTube e Netflix. O primeiro gera conteúdo, renda e dá espaço para pessoas que, de alguma forma, tenham algo a dizer; o segundo é a principal plataforma de streaming do mundo. A edição 191 da FHOX traz uma matéria completa sobre Facebook Watch na editoria Negócios.

Seoul, Korea – October 13, 2011: Apple iPad & iPhone. Facebook App on multi touch screen of digital tablet.

Com a evolução das mídias, a produção de conteúdo audiovisual independente cresceu imensamente. No YouTube, segundo dados da Comscore Multi-Plataforma, só nos últimos dois anos 35 milhões de pessoas se cadastraram; e a Netflix já ultrapassou os cem milhões de assinantes. Tudo isso mostra que a criação de recursos audiovisuais se popularizou e que o público abraçou esse modo de produção. E é claro que a maior rede social da atualidade não ficaria de fora por muito tempo.

Homepage of Netflix, a popular media streaming website.
Antalya, Turkey – May 6, 2011: iPad is on the Apple Macbook Pro. Youtube logo on iPad screen. Youtube is the largest video sharing website in the world.

Em agosto do ano passado, o Facebook lançou o “Watch”, plataforma de vídeos originais dentro da própria rede social. Voltada às produções de conteúdos originais e em formato de vídeo, terá versões disponíveis para desktop, mobile e Smart TV.

Em novembro, a empresa de Mark Zuckerberg divulgou seus planos para começar a internacionalizar o serviço, que ainda não chegou ao Brasil. Ainda assim, a companhia mostra que não está de brincadeira nessa investida, que, em breve, se tornará mundial.

Depois de lançado nos Estados Unidos, o Facebook Watch está prestes a começar sua expansão internacional. O segundo País escolhido foi a Índia, previsto para o primeiro trimestre de 2018. E essa escolha não foi aleatória. Enquanto os EUA são a terra natal da companhia, a Índia é o país no qual ela tem seu maior número de usuários, com cerca de 241 milhões de pessoas utilizando a plataforma e também um dos líderes mundiais no consumo de vídeo por meio de smartphones, muito por conta do barateamento de conexões móveis.

Como aconteceu nos Estados Unidos, o serviço deve chegar de forma integrada ao aplicativo móvel do próprio Facebook, em uma aba dedicada. Mas antes que haja alguma confusão, é importante esclarecer que o Feed do Facebook se manterá intacto.

O Facebook Watch será uma página exclusiva para os conteúdos em formato de vídeos, dividida em duas abas bases: a Discover e a Watchlist. A primeira funcionará como o Feed tradicional, mas com a vantagem de que poderá ser acessada para procurar novos conteúdos, descobrir vídeos. Nela, o usuário terá acesso a produções de canais mais famosos e até vídeos ao vivo de grande interação.

De forma bem organizada, o internauta poderá acessar abas, como: Vídeos com mais comentários, Vídeos que estão alegrando as pessoas e Vídeos que seus amigos assistiram. E será possível interagir com esses conteúdos, além de publicar comentários, formar e integrar grupos exclusivos sobre o vídeo.

Para o usuário que queira interagir com esses conteúdos, será possível fazê-lo com as mesmas reações que existem no Facebook, além de publicar comentários, formar e integrar grupos exclusivos sobre o vídeo.

Já na Watchlits, o usuário encontrará aqueles conteúdos mais personalizados. Isso quer dizer, uma aba completa com diversos materiais, onde a classificação é baseada no comportamento do usuário.

Contudo, o Facebook não encara (até o momento) sua rede social como especificamente uma plataforma para consumir vídeos. Ele é só mais um tipo de conteúdo no Feed. Então, criar uma plataforma exclusivamente para esse formato faz com que haja também um novo espaço para veicular publicidade, o que geraria mais parcerias, mais anunciantes interessados e consequentemente maior faturamento para o Facebook.

O Watch surge não somente como concorrente da Netflix e do Youtube, que atualmente são as plataformas mais fortes na produção de vídeo, mas também para ganhar dinheiro com anúncios. No Watch, os usuários podem assistir a programas pré-aprovados pela rede social e, em breve, enviar seus próprios programas para aprovação, compartilhando 55% de sua renda publicitária com o Facebook. O valor pago atualmente fica entre 10 mil e 35 mil dólares para programas curtos, e 250 mil dólares para scripts mais longos.