News 3 semanas atrás | Leo Saldanha

Essa foto de um menino cheio de petróleo no nordeste viralizou

Retrato do fotógrafo Leo Malafaia da AFP está rodando o mundo e já saiu nos principais portais de notícia daqui e de fora

por Revista FHOX
Everton Miguel dos Anjos (13) na praia de Itapuama em Cabo de Santo Agostinho no Pernambuco / Foto: Léo Malafaia

A fotografia já saiu em alguns dos principais sites de notícia da Europa e também aqui no Brasil. O The Telegraph publicou uma matéria com detalhes sobre a fotografia. Folha de SP também destacou a cena. A imagem impactante mostra um menino saindo do mar de olhos fechados e braços abertos. Vestido de saco de lixo e coberto de óleo. Nas redes sociais internautas dizem que é o retrato da impotência e tristeza na luta contra algo que parece incontrolável no litoral nordestino. A fotografia foi feita no último dia 21 de outubro na praia de Itapuama em Cabo de Santo Agostinho no Pernambuco. O clique é de Leo Malafaia, colaborador da agência de notícias France-Presse. O menino se chama Everton Miguel dos Anjos (13) e ele não estava sozinho. Junto com ele estavam os quatro irmãos tentando conter os resíduos de petróleo cru espalhados no mar e na areia. Segundo informações do site português SAPO:

O jovem contou ao fotógrafo que a sua mãe, que gere um bar de praia, ralhou com ele assim que viu as suas fotos, publicadas por muitos dos principais meios de comunicação de todo o mundo. “Tinha pedido permissão para ajudar a limpar a praia e ela deu, mas com a condição de eu não me sujar”, disse Everton. O ministério da Saúde lembrou na semana passada que a inalação de vapores de petróleo ou o contacto físico com as suas substâncias tóxicas era perigoso. Nesta sexta (25) quatro dias depois da foto, apenas alguns fragmentos de petróleo são ainda visíveis na praia. O Exército encarregou-se da operação de limpeza, proibindo a participação de crianças.

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Vale lembrar que o problema começou a ser notado no último dia 30 de agosto. O petróleo foi percebido primeiro na Paraíba e na sequência em outros estados nordestinos ao longo de 2250 quilômetros da costa. Regiões celebradas e praias paradisíacas também foram afetadas. Até agora 200 praias foram afetadas. Os especialistas já consideram essa a pior catástrofe ambiental do nordeste brasileiro.

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