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Em carta aberta, fotojornalistas e videomakers exigem criptografia em câmeras

Mais de 150 fotojornalistas e videomakers de todo o mundo se juntaram na Fundação para a Liberdade de Imprensa para mandar um recado para as principais marcas de câmeras fotográficas: melhor desenvolvimento dos sistemas de criptografia das câmeras

A maioria dos sistemas de armazenamento de dados, como computadores e smartphones, oferecem sistemas de criptografia, o que não acontece com com as câmeras, deixando fotógrafos, fotojornalistas e videomakers em uma situação vulnerável. A preocupação do abaixo-assinado sobre os riscos de trabalhar com câmeras não criptografadas é clara no texto da carta: “Sem capacidade de criptografia, as imagens que fazemos podem ser examinadas e pesquisadas pela polícia, militares e agentes de fronteira nos países onde operamos e viajamos, e as conseqüências podem ser terríveis.”

[media-credit name=”Ilya Oreshkov/Shutterstock” align=”aligncenter” width=”800″]foto (2)[/media-credit]

Problemas do mundo real

Esta supressão da imprensa através da confiscação da câmera é um problema muito real. No post que apresenta a carta aberta, Trevor Timm, da Fundação para a Liberdade de Imprensa, cita declarações do Comitê para a Proteção dos Jornalistas de que “tais ataques são tão comuns que não poderíamos acompanhar realisticamente todos esses incidentes”.

Ao contrário do que se pensa, isso não acontece apenas em zonas de guerra ou regimes autoritários. No início de 2016, por exemplo, o fotojornalista canadense Ed Ou foi detido e teve entrada negada nos EUA. Ele estava em uma missão para a Canadian Broadcasting Corporation para cobrir os protestos de Standing Rock.

Em um relato em primeira pessoa para a Time, Ou recorda paralelos com encontros semelhantes na Crimeia e em outros lugares onde a imprensa livre não é tão bem-vinda: embora os telefones criptografados que ele estava carregando não foram comprometidos durante o incidente, uma câmera não criptografada poderia ter dado aos funcionários da fronteira fácil acesso a informações sensíveis. Ou está entre aqueles que assinaram a carta aberta.

[media-credit name=”lOvE lOvE / Shutterstock.com” align=”aligncenter” width=”800″]fotografo[/media-credit]

Incentivos

Trazer a criptografia para câmeras não só ajudará a proteger dados vulneráveis ​​- a carta promete que daria a esses produtos uma vantagem competitiva no mercado. Profissionais em todos os campos da fotografia provavelmente seriam atraídos para a segurança de uma câmera criptografada.

A Fundação está dispostos a desenvolver soluções de criptografia junto aos fabricantes. A carta congratula-se com a oportunidade de trabalhar com as empresas de câmeras para encontrar “a maneira correta de fornecer criptografia em seus produtos.”

É importante notar que a criptografia da câmera sozinha não resolverá a questão de realmente preservar dados vulneráveis. Como afirma a carta, existe uma “lacuna crítica” entre o momento em que uma imagem ou vídeo é capturado e quando os dados podem ser movidos para um dispositivo mais seguro para armazenamento. Mesmo se uma câmera é criptografada, suas imagens ainda podem ser destruídas ou apreendidas junto com o dispositivo.