News 7 meses atrás | Redação

Durante o Rencontres d’Arles, Thyago Nogueira, do IMS, fala sobre a fotografia brasileira

Nogueira explica que o objetivo é que o IMS seja visto como a casa do fotógrafo, onde ele pode ser recebido, mostrar o seu trabalho e discutir

por Revista FHOX

Quem ama e vive de fotografia sabe que, há quase meio século, o festival Rencontres d’Arles é parada obrigatória para fotógrafos do mundo todo. E é de julho a setembro que a pequena cidade do sul da França, repleta de estruturas romanas, se torna o ponto de encontro de fotógrafos, galeristas e turistas.

E uma das presenças constantes no encontro, nos últimos anos, tem sido brasileira. Thyago Nogueira, coordenador da área de fotografia contemporânea do instituto Moreira Salles e editor da revista semestral Zum, conta que Arles traz uma espécie de mapeamento do que se faz de novo na fotografia e dos projetos que vão estrear nos museus nos próximos anos.

Foto: Anne Fourès

Se tratando de fotografia no Brasil, hoje, o Instituto Moreira Salles é um dos pilares do assunto. Tanto em preservação quanto em fomento da produção contemporânea. Ano passado o IMS inaugurou um centro cultural em uma das avenidas mais importantes de São Paulo, a Paulista. Trata-se de um prédio que além de promover exposições de grandes nomes da fotografia, ainda oferece cursos e promove encontros em torno dela.

Nogueira explica que o objetivo é que o IMS seja visto como a casa do fotógrafo, onde ele pode ser recebido, mostrar o seu trabalho e discutir. “É um lugar também onde quem gosta de fotografia pode aprender mais a respeito”, conta.

“Recentemente o IMS fez uma parceria importante com a Casa da Fotografia Europeia, a MEP, que expôs o trabalho do fotógrafo francês Marcel Gautherot. Agora estou desenvolvendo um projeto grande, uma retrospectiva do trabalho da fotógrafa Claudia Andujar sobre os ianomâmi. Eu gostaria muito que essa exposição viajasse para outros lugares do mundo. Também estamos incentivando novos nomes da fotografia brasileira, tentando levá-los para outros países”, explica.