News 2 meses atrás | Leo Saldanha

Covid-19: a sensibilidade de vender ou não vender diante desse quadro delicado

A FHOX recebeu diversas abordagens de fotógrafos e outros negócios de fotografia sobre como reagir ao cenário desafiador sem parecer oportunista ou desesperado

por Revista FHOX

Todos temos que sobreviver. E o trabalho é parte fundamental disso. Eventos sociais, sessões, formaturas e tudo mais foram impactados pelo novo coronavírus. Diante desse quadro diversos fotógrafos e empreendedores se perguntam: devo tentar vender? é hora de tentar algo? isso foi um assunto abordado de certa forma nesse post recente aqui da FHOX sobre um marketing mais humano. O que fica claro do ambiente de negócios é que não parece existir espaço para vender por vender. Ajustar a mensagem e ser generoso são apenas duas das medidas que muitos estão tomando. Ofertas de cortesia de impressão para presentear familiares, ou sessões remotas em que os fotógrafos dirigem as famílias para retratos via FaceTime são só algumas das iniciativas criativas e que envolvem empatia e relacionamento nesse instante. Nos Estados Unidos e na Austrália as ações tem sido bem distintas. Fotógrafos começaram a investir mais nos retratos de varanda (feitos de forma segura e à distância) ou até da janela. Em ambos os casos, centenas de fotógrafos norte-americanos, canadenses e britânicos começaram a clicar famílias em retratos rápidos de 5 minutos. A ideia aqui é ajudar alguma causa (com doação para ONGs). Mas já existem fotógrafos também cobrando com valor mais em conta para clicar famílias no jardim de casa. 

Foto: Tim Dunk. Retratos remotos feitos via FaceTime. Serve mais como relacionamento do que uma forma de vender.

Seja qual for a iniciativa do fotógrafo ou negócio de fotografia, qualquer que seja a ideia parece que ela vai envolver fotos impressas para gerar alguma renda. E também com valor ajustado para esse momento delicado. E mais: terá que ser feita usando as ferramentas digitais disponíveis: WhatsApp, Instagram e afins para o relacionamento. Já as fotos impressas que possam ser vendidas devem ser entregues via serviço de portador seguro e com a devida higienização. No fim, isso é marketing. Pois está ligando ao relacionamento com pessoas que estão juntas em uma situação de isolamento. Estão em família e talvez as memórias sejam importante não só pelo valor histórico, mas também para celebrar aquilo que temos de mais importantes: nossos entes queridos. Ao fotógrafo ou negócio de foto diverso resta ter a sensibilidade e jogo de cintura de saber aparecer e oferecer algo que pode sim ser muito valioso para essas pessoas. Iniciativas bem recentes comprovam que isso é possível.

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Hayne Palmour IV/The San Diego Union-Tribune