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Conheça Fernando Schlaepfer, fotógrafo e principal agitador cultural do Rio de Janeiro

Com imagens icônicas e carregadas de sentimento, o fundador do coletivo I Hate Flash se destaca pelos projetos autorais

“Muitos fotógrafos são reconhecidos pelas suas técnicas, mas eu prefiro focar em emoções”, confessa Fernando Schlaepfer, considerado um dos principais agitadores culturais do Rio de Janeiro pelo jornal O Globo. Determinado a valorizar o sentimento e as histórias por trás do click, o fotógrafo de 34 anos se estabeleceu no mercado da moda após um convite da Farm para viajar o mundo, com o projeto #365nus, para publicar uma foto de nu por dia.

“É engraçado, mas as minhas maiores inspirações não vem da fotografia. Acredito que a arte funciona assim: para fazer foto, não precisa necessariamente se inspirar em fotos. O mesmo para filmes e por aí vai”, conta. A inspiração para o projeto com a Farm, por exemplo, veio do avô naturista, que apresentou ao Fernando uma maneira libertadora de lidar com a nudez. “Por traz de cada uma das 365 fotos de nu, tem formas e expressões que contam toda uma história”, diz.

Mas isso não significa que ele não se inspire em grandes nomes da fotografia mundial. “Annie Leibovitz, essa mulher é incrível”, afirma. Schlaepfer possui diversos materiais produzidos pela fotógrafa estadunidense e também já participou de várias masterclasses oferecidas por ela. “As pessoas costumam se surpreender quando digo que a Annie é minha fotógrafa favorita, justamente por isso não transparecer no meu trabalho, mas eu acho isso bom. O fato de você ter alguém como referência não quer dizer que você precise reproduzir algo que ela faz”, aponta.

Ao longo da carreira, Fernando trabalhou como fotógrafo e artista de manipulação digital, atendendo clientes como Adidas, Nike, L’Oreal e Coca-Cola. “O fato de serem grandes marcas é apenas um detalhe, meu foco é fotografar com parceiros que me permitam clicar de forma livre e descontraída, como o coração mandar no momento”, explica. Em paralelo, o fotógrafo carioca sempre manteve projetos autorais, como o coletivo I Hate Flash, que nasceu como uma válvula de escape para criação de conteúdo.

“Fotografamos sempre sob o ponto de vista de quem mergulha nas experiências, porque de fato imergimos nelas”, diz. Atualmente, os registros espontâneos e despretensiosos do coletivo evoluíram para uma empresa com mais de 30 profissionais, que produz e coordena projetos por todo o Brasil, desde festas próprias, como a I Hate Mondays e a Love2Hate, até a cobertura oficial de megaeventos, como os festivais Rock in Rio e Lollapalooza. “Estamos em constante evolução como fotógrafos e videomakers, mas uma coisa é certa: nunca deixamos de lado nossos projetos autorais”, completa Fernando Schlaepfer.