News 1 ano atrás | Redação

Após suposto furto em avião, fotógrafa perde R$ 15 mil em equipamentos

Bolsa com os equipamentos fotográficos sumiu durante desembarque em Brasília. Caso ocorreu em voo da Latam, que diz colaborar com as investigações

por Revista FHOX

Na última segunda-feira, a fotógrafa Iêda Maria Lima, de 54 anos, perdeu centenas de imagens e equipamentos fotográficos dentro de um avião da Latam que decolou em Salvador, na Bahia. A fotógrafa afirmou que a bolsa onde guardava os aparelhos foi furtada durante o desembarque no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, com o avião já no solo.

Passengers expect exit the aircraft after landing Flight Simferopol-Moscowtanyss/iStock

Segundo Iêda, a bolsa de 4 kg sumiu logo que os compartimentos de bagagem foram abertos, por volta das 11h30. Logo que deu falta da bolsa, a fotógrafa conta que pediu ajuda a uma comissária de bordo. “Ela ficou assutada e as pessoas começaram a sair.” A funcionária chamou o piloto, mas nada foi feito a respeito. “Eu perguntei ‘o que eu faço, me dá um norte?’. E ele me respondeu ‘corre, corre atrás’. O valor dos equipamentos – câmera, lentes, baterias, cartões de memória e disparador – foi estimado por ela em R$ 15 mil reais.

Em nota, a companhia aérea informou que “colabora com as autoridades na investigação”, mas orienta os passageiros a “manter atenção em relação aos objetos transportados”. A Latam também diz que o caso terá de ser apurado pela polícia. “Em caso de furto a bordo, a companhia recomenda que o cliente abra um boletim de ocorrência ao órgão de segurança pública responsável pelas atividades de polícia no aeroporto, que dará prosseguimento ao tema”, diz o comunicado.

Além da bolsa e dos equipamentos, centenas de imagens foram perdidas. A fotógrafa estava em Salvador para documentar a festa do Nego Fugido, tradição baiana que celebra anualmente a libertação dos escravos com festas, encenações e cerimônias nos domingos de julho. De todo o material, restaram apenas fotos tiradas com o celular.

Como aconteceu?

De acordo com Iêda, o furto aconteceu em questão de segundos, logo depois que abriram a porta do avião e a fila de passageiros começou a andar. “Eu estava de olho na minha bolsa, porque tinha equipamento eletrônico e não podia cair. Mas não pude ficar de pé, porque o corredor já estava lotado.”

A fotógrafa contou ao G1 que estava sentada no assento 3C, logo na entrada dianteira do avião, mas que não conseguiu guardar a bolsa no bagageiro logo acima porque estava cheio. “Vi que no primeiro tinha espaço bem no cantinho e coloquei lá. A minha bolsa pessoal deixei debaixo do assento na minha frente.”

Porém, ao sair da aeronave ela deu falta dos pertences. “Não durou mais que dois minutos. Quando cheguei, minha bolsa não estava mais lá”, disse. “Eu corri feito uma louca pelo saguão. Desci para pegar a bagagem na esteira, fiquei procurando pela bolsa entre as pessoas, mas nada.”

ATUALIZAÇÃO – 28/07

A fotógrafa Iêda Maria Lima contatou a FHOX com novas informações. Segundo ela, os equipamentos foram encontrados em outro voo da empresa LATAM. Confira:

“Dia 27/07/2017, finalmente, reavi a minha bagagem de mão. Conforme relatei, viajei de Salvador para Brasília no dia 24/07/2017, no voo JJ 3517, que aterrissou às 11:25hs em Brasília. A bolsa foi encontrada no voo JJ 3436, que aterrizou na cidade de Salvador.

Creio que seja de responsabilidade da LATAM apurar o que realmente ocorreu, pois não está correto uma bagagem sumir de uma aeronave. Após o desembarque completo dos passageiros uma funcionária da referida companhia foi à aeronave para fazer uma verificação. Voltou informando que realmente não foi encontrado nada na aeronave na qual desembarquei. E no outro dia, após algumas insistências junto à empresa, fui informada que foi encontrada uma bolsa com equipamentos de fotografia em um voo que havia aterrizado em Salvador.

Estou imensamente feliz por ter reavido os meus bens e, principalmente, por ter recuperado todo o trabalho que eu havia realizado no fim de semana anterior ao ocorrido. Espero que, mesmo tendo um final bem sucedido, o meu caso sirva de alerta aos usuários de companhias aéreas, pois, com essa nova regra de cobrança por bagagens despachadas, teremos que competir por espaço para a acomodação da bagagem dentro da cabine, já que essa será uma opção de economia no valor das passagens”.

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