News 3 meses atrás | Leo Saldanha

Antônio Guerreiro: a perda de um grande retratista

Fotógrafo se consagrou entre os anos 1970 e 1990 com retratos de celebridades para revistas e capas de álbuns

por Revista FHOX
Autorretrato e acervo pessoal

Antônio Guerreiro morreu ontem (28) no Rio de Janeiro aos 72 anos. Ele tratava um câncer na bexiga. O fotógrafo, nascido em Madri, migrou com a família para o Brasil e se consagrou por aqui na fotografia entre os anos 1970 e 1990. Ganhou notoriedade sobretudo com retratos de atrizes e celebridades.

Fotografou ensaios de moda, capas de álbuns e de revista. O retratista deixa um legado de mais de 300 mil fotografias. Na famosa Revista Playboy ele criou um estilo marcante de fotos de nu em preto e branco.

O livro do fotógrafo que estava sendo preparado para celebrar a carreira do fotógrafo

Os principais meios de comunicação do país repercutiram sobre a morte de Guerreiro destacando o trabalho e o estilo do profissional.

A estética que o consagrou foi a do retrato em preto e branco, com as mulheres semidespidas ou nuas, figurino estilo mostra-e-esconde, cabelos armados e esvoaçantes, olhares lascivos, lábios entreabertos, batom uva, gloss e muito ventilador.

Da segunda metade dos anos 1970 até 1990, em um estúdio que mantinha no Catete, zona sul do Rio,  fotografou a maior parte das capas da então festejada revista “Playboy”; produziu também as imagens de discos de Gal Costa, Baby Consuelo, Elba Ramalho, Marina Lima e Alcione; e ainda cartazes de filmes como “Dama do Lotação” (1978), de Neville de Almeida, e “Eu te Amo” (1978), de Arnaldo Jabor.UOL

O velório de Guerreiro ocorre hoje no Memorial do Carmo do cemitério do Caju, na zona norte do Rio.