News 4 meses atrás | Flávio A. Priori

Quem ama o que faz está suscetível a ser menos valorizado, diz estudo

Estudo publicado nos EUA fala sobre tendência em desvalorizar trabalho de profissionais que "amam o que fazem"

por Revista FHOX

Um dos problemas com quem trabalha com algum tipo de arte, e ai estão incluídos os fotógrafos, e a discussão sobre valores e pagamentos. Não é raro ouvirmos casos de clientes que não valorizam o serviço ou mesmo o famoso “te pago em visibilidade”. Bom, um estudo indica que isso acontece, no geral, com quem ama seu trabalho.

O assunto é tratado em um artigo publicado por Aaron Kay e Jay Kim, ambos Duke University’s Fuqua School of Business, situada no estado da Carolina do Norte, EUA. Sob o nome de ““Entendendo as formas contemporâneas de exploração: Atribuições da paixão servem para legitimar o pobre tratamento dado aos trabalhadores”, a peça fala sobre como pessoas que amam seus trabalhos estão mais suscetíveis a serem exploradas.

Rido / Shutterstock

 

Ao todo foram feitos oito estudos com um total de 2400 participantes. Em um deles, os participantes classificaram que seria mais razoável explorar profissões ligadas à paixão, como fotógrafos, do que àquelas que não envolvem esse sentimento.

Segundo o estudo, os pesquisadores essa tendência vêm de dois pensamentos comuns, a de que o próprio trabalho já é a recompensa e que o empregado teria se voluntariado de qualquer jeito. É um comportamento cultural, algo que acontece dentro de nossos círculos de amigos e parentes, as vezes até de forma inconsciente.