News 2 semanas atrás | Flávio A. Priori

Concurso da African Geographic desqualifica fotógrafo por foto editada

Após divulgação do prêmio, organização foi alertada de edição indevida da foto

por Revista FHOX

Um concurso promovido pela African Geographic teve uma mudança na sua lista de vencedores devido à descoberta de uma foto manipulada. O fotógrafo Björn Persson, ganhador do prêmio “2019 Fotógrafo do Ano” foi desqualificado por quebrar as regras do concurso.

A foto, retrata um elefante chamado Tim no Parque Nacional de Amboseli, no Quênia. Após a nomeação, algumas pessoas notaram algo de errado com as orelhas do animal, que possui um corte no lado esquerdo.

African Geographic
Foto de Björn Persson

 

Comparando com outras imagens de Tim, é fácil notar que as orelhas estão invertidas. As presas, contudo, estão corretas, o que evidencia a manipulação da foto.

Foto de Selengei Poole-Granli do elefante Tim. É possível notar a diferença usando o corte na orelha esquerda e a posição das presas.

 

A organização do concurso se manifestou: “Os juízes não perceberam esse erro durante o processo de julgamento. Apesar de ser óbvio o trabalho de pós-produção na imagem, ainda parecia um trabalho aceitável, adicionando uma ‘dimensão mísitica’ ao Tim, um sentido de fantasia e lenda”.

Contudo, alterar as características do animal já ultrapassa esse limite. Persson explicou que foi um erro não intencional, cometido enquanto ele realizava o processo de limpeza da foto. O juízes aceitaram o argumento mas mantiveram a decisão de desclassificá-lo da competição, nomeando um novo trabalho para o prêmio.

Pelas regras da competição do African Geographic, apesar de haver espaço para ajustes na imagem, as fotos devem ser uma representação fiel da realidade. O que não acontece com um elefante de orelhas trocadas.