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Academia da Foto: um jeito eficiente de organizar as fotos

Novidade propõe uma nova forma de organizar as fotos com um curso online exclusivo

por Revista FHOX

Academia da Foto chega em breve com curso online para ensinar as pessoas a organizar as fotografias e todo acervo de imagens. Uma proposta diferenciada que mostra o comunicado oficial de lançamento.

A Academia da Foto é uma plataforma que surge com a missão de trabalhar a memória
individual e coletiva através da fotografia. Nós, Tatiana Laura e Renata Fontanillas, somos
duas profissionais do setor cultural, especificamente da Museologia e da Gestão Cultural,
respectivamente.

No dia 1o de outubro, 2020, estamos lançando o curso online, um conteúdo em formato
inédito no Brasil: “Memória Digital – organizando, protegendo e curtindo minhas fotos”.
Ele está dividido em sete módulos que serão apresentados através de videoaulas, na
plataforma Hotmart, onde cada pessoa poderá trabalhar com autonomia e ir organizando
o seu acervo durante as aulas; um grande passo a passo para cada um fazer de acordo
com seu tempo e ritmo.

Criamos uma metodologia própria para esse curso. Nos inspiramos nas boas práticas de
conservação de acervos institucionais, naquilo que é o dia a dia de museus e instituições
que salvaguardam acervos e fizemos algo dirigido às pessoas e suas coleções digitais
pessoais. Uma museologia doméstica do séc. XXI.

Já éramos sócias e amigas e tínhamos uma inquietação devido à circunstância que temos
hoje de vermos as pessoas com acervos fotográficos vulneráveis a perda, desorganizados,
pouco acessíveis e sem consciência do que a fotografia digital vai exigir de nós para poder
ser transmitida às próximas gerações; pondo em risco a permanência desses objetos. São
muito poucas as pessoas que já estão atentas quanto a facilidade de fotografar e
dificuldade de manter essas fotos a longo prazo.

As fotografias digitais estão totalmente estabelecidas no mundo atual, mas se tornaram
um amontoado de arquivos espalhados em diferentes dispositivos e suportes: estão no
notebook, no celular, na nuvem, num chip antigo, etc. Pensando que era preciso fazer algo
para mudar essa situação, nós começamos a estudar e pesquisar sobre o assunto com o
intuito de buscar soluções e aplicações práticas que pudessem contribuir para reverter
esse quadro. Encontramos materiais, principalmente dos Estados Unidos e Canadá, sobre
organização de fotos digitais pessoais. Eles nos ajudaram muito, mas víamos que o que se
oferecia na prática para pessoas comuns, como nós e vocês, tinha a ver com serviços
exclusivos de organização – onde alguém tinha acesso às suas imagens e as organizava.

Não era por esse caminho que queríamos seguir. Nosso intuito não era levar a solução
para poucas pessoas. Além da exclusividade, nos incomodava o fato de que os donos das
imagens praticamente não participavam desse processo o que leva a uma série de
problemas a nosso ver, por exemplo:

● Uma das etapas mais importantes para o sucesso dessa organização pessoal é o
descarte de imagens, isto é, excluir fotos. Como outra pessoa faz isso por você? Não
faz. Ou faz superficialmente de forma que não tem resultado a longo prazo;
● É preciso pensar sobre o número de fotos que se tem e o número que se quer ter.
Para que seu acervo seja funcional e possa ser transmitido para as futuras gerações,
não pode ter um tamanho excessivo. É preciso trabalhar com um número funcional.
Caso contrário, as fotos estarão todas organizadas, mas não serão úteis. É como ter
um armário de roupas enorme com milhares de peças. Pode estar todo organizado,
mas você não consegue nem ver todas as roupas que tem ali, muito menos vestir.
● É preciso formar uma consciência sobre essa nova circunstância que a fotografia
digital nos proporciona. Ao mesmo tempo que é ótimo, é acessível; ela vai exigir
cuidados muito diferentes de antigamente, com as fotos analógicas, quando bastava
uma caixa para guardar os álbuns.
● Esse cuidado precisa começar na hora do clique.
● O custo não está no fotografar, mas em manter esse acervo. Hoje, temos a impressão
que fotografar é de graça; só que o custo está em preservar. E quanto mais imagens a
pessoa tiver, maior será esse gasto. Sendo assim, apesar de fotografar estar bastante
democrático (no Brasil, segundo dados recentes da FGV, em média há mais de 1
smartphone por habitante), transmitir suas memórias para as futuras gerações será
um privilégio de determinados grupos sociais.

Assim, vimos que era preciso iniciar um movimento que incluísse reflexão e ação e foi daí
que nasceu a Academia da Foto, um ambiente para ensinar as pessoas a cuidar das suas
memórias pessoais, de seus acervos individuais, isto é, do patrimônio de cada um de nós.
Nossa missão é orientar as pessoas a conhecerem e implementarem as melhores práticas
de organização de imagens e contribuir para a conscientização sobre a importância de
manter adequadamente os acervos pessoais de fotos digitais, para que seja possível se
transmitir essas memórias adiante. E a Academia da Foto não está só no Brasil, mas também em Portugal e, em breve, no mundo hispânico, onde também é uma iniciativa
inédita.

Pensando ainda nessa abrangência, temos um material sobre o assunto dirigido aos
gestores e profissionais de museus e instituições culturais. No Brasil hoje, segundo dados
do IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus, em 2010) há pouco mais de 3.000 museus.
Partindo da premissa que os museus são instituições de preservação, conservação e
valorização da memória por excelência; e entendendo que hoje as pessoas vêm
produzindo verdadeiros acervos pessoais através da fotografia digital e que são muito
poucas aquelas que já estão alertas sobre a facilidade de se perder e a dificuldade de se
transmitir essas memórias para suas próximas gerações; propomos que, através de um
trabalho de conscientização e partilha de conhecimento, os museus se tornem os
guardiões da memória digital do seu público e das comunidades do seu entorno. Se a
gente pensar em daqui a 50 ou 100 anos… quais os registros de pessoas comuns vão
sobreviver para contar a nossa história de hoje? Se nada for feito, corremos o risco de
perder uma parte relevante da nossa memória. E entendemos que os museus que se
identifiquem com essa causa, podem trazer um pouquinho dessa missão para si e
contribuir para minimizar esse apagamento da história.

E acreditamos que podemos estabelecer um diálogo parecido com empresas e
profissionais da fotografia porque há muito a fazer. Os fotógrafos, por exemplo, já
possuem essas práticas de organização, isso faz parte do dia a dia de trabalho. Nosso
curso pode ajudá-los a criar e oferecer uma prática personalizada para os seus clientes,
por exemplo. Se pensarmos ainda no momento de pandemia em que vivemos, esse
trabalho ganha ainda mais sentido.

Estamos diante de um mundo novo todos os dias e viemos para ser uma “Academia”
desse século XXII.

Academia da Foto

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